O ano de 2025 foi marcado por movimentações intensas na política regional, com impactos diretos na administração pública, no Legislativo, no Judiciário e nas articulações partidárias. Em Campo Grande, Dourados e no cenário estadual, decisões administrativas, disputas institucionais e reconfigurações políticas moldaram um período de tensão, protagonismo e projeção eleitoral.
Prefeituras: gestão, embates e protagonismo feminino
Em Campo Grande, a prefeita Adriane Lopes iniciou 2025 consolidando sua trajetória como a primeira prefeita eleita pelo voto direto na Capital, projetando um ano de avanços administrativos e reforçando o discurso de governabilidade.
Entretanto, o início do ano também foi marcado por um dos embates mais emblemáticos da política municipal: o aumento salarial da prefeita, aprovado pela Câmara. Adriane Lopes recorreu à Justiça contra o próprio reajuste, gesto que gerou debate público, dividiu opiniões e acentuou o desgaste institucional entre Executivo e Legislativo.
Ainda na Capital, o clima político voltou a esquentar no fim do ano, quando a prefeita acusou Marquinhos Trad e Rose Modesto de tumulto durante evento natalino, ampliando a tensão no ambiente político local.
Em Dourados, 2025 também começou com mudança de comando. Marçal Filho assumiu a prefeitura e anunciou seu secretariado, sinalizando uma nova fase administrativa no segundo maior município do Estado.
Legislativo: novas lideranças e pautas sensíveis
Izaias Medeiros/Câmara de Campo Grande
Papy disputou a presidência sem adversários e foi eleito por unanimidade, com o apoio de todos os parlamentares
No Legislativo municipal, Papy assumiu a presidência da Câmara de Campo Grande, com a definição da nova Mesa Diretora e a promessa de diálogo institucional.
Ao longo do ano, a Câmara aprovou projetos de forte impacto social, como a ampliação de tempo e adaptações em provas para alunos com TDAH e dislexia, e discutiu propostas polêmicas, como a que prevê a proibição de shows com apologia ao crime e às drogas em Campo Grande.
No campo nacional com reflexos regionais, o deputado Nikolas Ferreira ganhou destaque ao protagonizar uma mobilização digital que resultou na derrubada da taxação do Pix, com ampla repercussão entre parlamentares e eleitores.
Governo do Estado, inovação e contas públicas
No Executivo estadual, Mato Grosso do Sul ganhou destaque ao figurar entre os estados mais inovadores do Brasil, reforçando o discurso de modernização administrativa.
O governo estadual também apresentou a programação financeira de 2025, com previsão de R$ 9,6 bilhões em recursos, reforçando o debate sobre investimentos, prioridades e responsabilidade fiscal.
Judiciário e órgãos de controle: protagonismo e controvérsias
Divulgação/TJMS
Os magistrados de Mato Grosso do Sul já liderava o ranking dos maiores salários no Brasil
O Judiciário estadual passou por renovação com a posse de 17 novos juízes substitutos, enquanto decisões e revelações também chamaram atenção, como a divulgação de salários acima do teto constitucional pagos a magistrados em Mato Grosso do Sul.
Agência de Notícias/Saul Schramm
Durante seu discurso, Riedel destacou a experiência de Flávio Kayatt na administração pública e sua capacidade para conduzir o Tribunal
No Tribunal de Contas do Estado, Flávio Kayatt assumiu a presidência do TCE-MS, defendendo uma gestão preventiva e orientadora.
Casos envolvendo ex-gestores também ganharam repercussão, como a decisão que determinou que a ex-prefeita de Sidrolândia devolvesse valores aos cofres públicos.
Partidos e projeção eleitoral para 2026
No campo partidário, 2025 foi decisivo. O PSDB e o Podemos viveram idas e vindas nas negociações de fusão, com aprovação interna e posterior encerramento das tratativas, evidenciando a instabilidade do centro político nacional e seus reflexos regionais.
Nesse contexto, o governador Eduardo Riedel chegou a ser citado como possível saída do PSDB, refletindo o momento de indefinição partidária.
O ano também marcou movimentos individuais importantes: Fábio Trad oficializou entrada no PT e sinalizou disputa eleitoral em 2026, enquanto Jaime Verruck afirmou pretender concorrer a uma vaga no próximo pleito.
Um ano que preparou o terreno para 2026
A retrospectiva da política regional em 2025 revela um ano de forte protagonismo institucional, disputas abertas e rearranjos estratégicos. Prefeituras, Câmara, Judiciário e partidos se moveram intensamente, deixando claro que o período foi menos de estabilidade e mais de preparação para um novo ciclo eleitoral.
Ao acompanhar cada etapa desse processo, o Capital News reafirmou seu papel de registrar, contextualizar e analisar os movimentos que moldam o poder em Mato Grosso do Sul — com impacto direto na vida da população e no futuro político do Estado.






