O senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) vai votar a favor do processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), quando a votação chegar ao plenário do Senado. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, também se posicionaram favoráveis ao impeachment os sul-mato-grossenses Simone Tebet e Waldemir Moka, ambos do PMDB.
Dos 81 senadores, 42 admitiram que votarão a favor do processo, 17 são contra, dez estão indecisos, oito não quiseram antecipar o voto e quatro não foram localizados pelo Estadão. Para que o impeachment tenha continuidade, serão necessários 41 votos no Senado.
Antes, a Câmara dos Deputados precisa aprovar a abertura do processo com dois terços dos votos a favor, o que representa 342 dos 513 parlamentares. O pedido é arquivado caso esse número não seja alcançado.
Investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito e réu no primeiro processo de impeachment da história do Brasil, o ex-presidente e atual senador Fernando Collor (PTC-AL) ainda não quis antecipar o voto. Para evitar a destituição do cargo, Collor renunciou à Presidência da República em 29 de dezembro de 1992. Ainda assim, ele foi condenado no Congresso e perdeu os direitos políticos por oito anos. Ele acabou inocentado mais tarde no STF.
Do outro lado
Delcídio está de licença do Senado, mas adiantou que voltará à Casa para se defender no processo por quebra de decoro parlamentar que corre na Comissão de Ética. Ele foi preso em 25 de novembro de 2015, suspeito de atrapalhar as investigações da operação Lava-Jato, que investiga um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Após 87 dias, ele foi solto em 19 de fevereiro e no dia 15 de março, seu acordo de colaboração premiada foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Até hoje, o senador vem mantendo licença médica e ainda não compareceu ao Congresso Nacional.
Na delação, Delcídio citou inúmeros políticos, inclusive a presidente Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB e candidato derrotado à Presidência da República nas eleições gerais de 2014. Todas as acusações ainda precisam ser validadas pela Justiça.
No mesmo dia em que seu acordo de colaboração premiada foi homologado pelo STF, o senador pediu desfiliação do PT, em carta endereçada ao presidente estadual da legenda, Antônio Carlos Biffi.
A delação de Delcídio chegou a ser anexada ao processo de impeachment pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas a comissão especial retirou o documento do pedido e o STF manteve a delação de fora.
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*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo
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