Mato Grosso do Sul registrou a quarta maior taxa de feminicídios do Brasil em 2025, conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23). O Estado contabilizou 39 mulheres mortas por razões da condição do sexo feminino, um aumento de 10,5% em relação a 2024, quando foram registrados 35 casos.
A taxa sul-mato-grossense foi de 2,6 feminicídios para cada 100 mil mulheres, ficando atrás apenas de Acre (3,2), Rondônia (2,9) e Mato Grosso (2,7). A região Centro-Oeste apresentou a maior taxa do país, com 9,8 vítimas por 100 mil mulheres.
Em todo o Brasil, os registros de feminicídio passaram de 1.504, em 2024, para 1.571 em 2025, crescimento de 4%. O levantamento também aponta uma redução das mortes violentas de mulheres que não foram classificadas como crimes motivados por questões de gênero, enquanto os feminicídios seguem em alta.
O feminicídio foi incluído no Código Penal como qualificadora do homicídio pela Lei nº 13.104, de 9 de março de 2015, quando o crime é cometido contra a mulher em contexto de violência doméstica e familiar ou por menosprezo e discriminação à condição feminina. Em outubro de 2024, com a Lei nº 14.994, o feminicídio passou a ser considerado crime autônomo.
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