Após a demissão de funcionários suspeitos de envolvimento em vazamento de informações sigilosas, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) passará a exigir investigação social antes do ingresso de novos estagiários.
Conforme publicação no Diário da Justiça, a medida tem como objetivo “resguardar a segurança institucional, a integridade das informações e a confiabilidade das atividades desenvolvidas no âmbito do Poder Judiciário”.
A nova regra foi divulgada sete meses após a deflagração da Operação Argos Panoptes, conduzida pela Polícia Civil. Na ocasião, os investigados eram uma advogada, a irmã dela — que atuava como estagiária no fórum — e um homem apontado como integrante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
O grupo é suspeito de vazar informações sigilosas relacionadas à operação “Adsumus – Fase 2”, realizada em 7 de outubro de 2025 contra traficantes no município de Naviraí.
Segundo a publicação oficial, a decisão também considera “a ocorrência de fatos recentes que evidenciam risco à segurança da informação e à atuação institucional”.
Com a mudança, todos os estagiários e voluntários vinculados ao Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul — inclusive os cedidos por outros órgãos públicos — deverão passar por investigação social antes do ingresso nas funções.
O procedimento já é adotado de forma rotineira em concursos públicos, especialmente em cargos ligados à segurança e ao acesso a informações sensíveis.
• • • • •
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.
• • • • •
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado.

