A discussão sobre o aumento do IPTU e da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos dominou o cenário político de Campo Grande neste início de 2026. O tema ganhou novos capítulos após a Câmara Municipal manter, nesta terça-feira (10), o veto integral da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto que suspendia o reajuste da chamada Taxa do Lixo.
Entre os parlamentares que votaram pela manutenção do veto está o vereador Herculano Borges (Republicanos). Ele apoiou a decisão do Executivo no Projeto de Lei Complementar nº 1.016/26, que pretendia sustar os efeitos do decreto responsável pela atualização da cobrança para o exercício de 2026.
Entenda o impasse
Em janeiro, durante sessão extraordinária no recesso parlamentar, os vereadores aprovaram por unanimidade a suspensão do decreto que alterava a forma de cobrança da taxa embutida no IPTU. No dia seguinte, porém, a prefeita Adriane Lopes vetou integralmente a proposta, reacendendo o embate entre Executivo e Legislativo.
Na votação desta terça-feira, o plenário analisou o veto da prefeita. Foram 8 votos favoráveis à manutenção do veto e 14 contrários. Apesar da maioria ter votado pela derrubada, eram necessários 15 votos para reverter a decisão do Executivo. Com isso, o veto foi mantido e o reajuste permanece válido.
O voto de Herculano
Ao justificar sua posição, Herculano Borges destacou o momento financeiro enfrentado pelo município, mencionando queda na arrecadação, redução nos repasses de ICMS e distorções históricas na base de cálculo imobiliária.
“O município atravessa um cenário de desafios financeiros importantes. Precisamos ter responsabilidade com as contas públicas”, afirmou.
Ao mesmo tempo, o vereador reconheceu o impacto da medida para a população. “Temos uma população que enfrenta dificuldades, sem correção de renda, que planeja suas contas. Quando os valores sobem de forma abrupta, a situação se torna ainda mais difícil”, ponderou.
Herculano reforçou que sua posição não ignora a realidade das famílias campo-grandenses e afirmou ter defendido medidas compensatórias, como a ampliação do desconto para pagamento à vista, como forma de amenizar o impacto do reajuste.
Defesa do diálogo
O parlamentar do Republicanos também ressaltou sua condição de vereador da base aliada e declarou confiança na condução administrativa do Executivo municipal, mas enfatizou a importância do equilíbrio entre arrecadação e justiça social.
“Nosso papel é fiscalizar, dialogar e encontrar caminhos que conciliem responsabilidade fiscal e sensibilidade social”, concluiu.
Com a manutenção do veto, segue válido o reajuste da Taxa do Lixo para 2026, mantendo aceso um dos debates mais sensíveis do início do ano na política da Capital.
Anderson Ramos / Capital News
Câmara mantém reajuste da Taxa do Lixo após impasse entre Legislativo e Executivo em Campo Grande
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