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Legislativo Quarta-feira, 12 de Junho de 2024, 14:49 - A | A

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Agro em Risco

Beto Pereira defende renegociação da dívida de custeio do setor produtivo

Deputado alerta sobre medidas fiscais prejudiciais aos produtores nas negociações em andamento

Rogério Vidmantas
Capital News

Divulgação

Beto Pereira

Deputado Beto Pereira discursou na Câmara Federal nesta terça-feira

Os prejuízos causados aos produtores pelas condições climáticas adversas em várias regiões do Brasil preocupam as autoridades políticas. Nesta terça-feira (11), o deputado federal sul-mato-grossense Beto Pereira (PSDB) pediu atenção ao Governo Federal na renegociação da dívida de custeio para o setor. O parlamentar discursou na tribuna da Câmara Federal e destacou a urgência de intervenção dos ministérios da Agricultura e da Fazenda.

Na sua fala, o parlamentar apontou a seca severa nas regiões Centro e Sul, juntamente com as chuvas abundantes que causaram uma tragédia no Rio Grande do Sul, como fatores que contribuíram para esse cenário desafiador e que as negociações em curso não atendem às demandas dos produtores.

"É evidente a urgência de implementar uma nova securitização com juros mais baixos e prazos mais longos no país. Os produtores, o setor produtivo, a agricultura e a pecuária clamam por ajuda", cobrou Beto.

Ele expressou preocupação com a falta de compreensão do governo sobre essa situação, afirmando que suas ações estão indo contra os interesses do setor produtivo, particularmente ao considerar a reintrodução da oneração da folha de pagamento de forma precipitada.

"Lamentavelmente, o governo parece não compreender essa urgência e não reconhece as necessidades do setor produtivo. É preocupante ver a persistência em retroceder e sobrecarregar novamente a folha de pagamento, contrariando os interesses desse setor essencial para a nossa economia”, disse.

Beto destacou a responsabilidade do Congresso Nacional em relação à MP 1.227/2024, também conhecida como a "MP do Fim do Mundo". Essa medida, que foi publicada em 4 de junho, impõe restrições ao uso de créditos do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para pessoas jurídicas.

O deputado ressaltou que essa medida representa “um verdadeiro escárnio” diante dos desafios já enfrentados pelos empresários, em meio a outras medidas recentes, como a desoneração da folha de pagamento e a tributação sobre incentivos fiscais.

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