As cotações do algodão em pluma oscilam no mercado brasileiro, mas acumulam alta na parcial de setembro. Segundo o Cepea, o movimento é influenciado pela postura firme de parte dos vendedores e pela oferta limitada no mercado spot nacional.
Com muitos agentes concentrados no cumprimento de contratos firmados antecipadamente, a disponibilidade de algodão para novas negociações permanece restrita. Ao mesmo tempo, as quedas recentes nos preços internacionais deixaram compradores e vendedores mais cautelosos.
De acordo com pesquisadores do Centro de Pesquisas, esse cenário tem levado agentes a postergar novas operações enquanto aguardam sinais mais claros sobre o comportamento do mercado externo.
A comercialização no mercado doméstico segue pontual, também diante da dificuldade de alinhamento entre as partes. As divergências envolvem tanto os preços quanto a qualidade do produto ofertado.
Exportações
No mercado externo, os embarques brasileiros de algodão em pluma somaram 106,35 mil toneladas em agosto de 2026, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume representa queda de 31,4% em relação a julho, mas avanço de 37,3% na comparação com agosto de 2025.
No acumulado de janeiro a agosto deste ano, as exportações chegaram a 2,075 milhões de toneladas. Para os pesquisadores do Cepea, o resultado chama atenção porque, mesmo restando quatro meses para o encerramento de 2026, o volume já corresponde ao quarto maior registrado em um ano completo na série histórica da Secex.
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