È interessante perceber a repercussão das falas de dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em defesa da rediscussão da exigência de diploma de jornalismo. É importante perceber que, esse caso, vem a lume por envolver diretamente um processo de investigação solicitado pela Policia Federal e, tendo parecer favorável da Procuradoria Geral da República (PGR), para investigar o jornalista Maranhense Luís Pablo Conceição Almeida.
Quanto aos fatos, o ministro relator Flávio Dino, retirou o sigilo do processo e ele pode ser consultado. Cuida-se aqui de compreender como a celeridade ganha tração quando o cpf envolvido não é de alguma minoria sub-representada. No período pós redemocratização tivemos várias ações penais, Ações civis originárias (ACOs), Ações diretas de inconstitucionalidades (ADIs), que se arrastam por décadas.
Vozes estridentes do jornalismo tupiniquim e suas entidades representativas corroboram com o desejo dos nobres magistrados, e , de certa forma, isso é aceitável, pois, toda profissão é digna de respeito e consideração. Entretanto, também é necessário a compreensão que quando se busca a ética profissional dos outros, talvez seja interessante uma autocritica visto que, as atitudes de alguns magistrados do STF em sociedades duvidosas, prestação de serviços com remunerações milionárias a investigados por corrupção, sem os devidos esclarecimentos a sociedade, convescotes internacionais com parte do pib brasileiro, com a participação de chefes de poderes legislativo e inclusive parte da imprensa que agora aplaude a atitude. Isso contrasta com a pauta levantada pelo presidente Luiz Edson Fachin, a criação de um código de ética do supremo.
Como prudência e caldo de galinha não costumam fazer mal, recomenda-se o devido cuidado. Nessa arena, o leão da vaidade está sempre atento e faminto. Aliados de interesses momentâneos convenientemente tornam-se inimigos dependendo do interesse. A esperança futura é que pelo exercício diário da democracia, trabalhadores em geral, povos originários, servidores públicos e , de forma geral, o brasileiro fora da carteira de investimentos da faria lima, tenha, por parte dessa Suprema Corte, o mesmo valor constitucional, com ou sem diploma.
*Silvio de Oliveira
Historiador e Professor
Pós-graduado em Gestão Escolar
Pós-Graduando em Gestão Pública
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