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Como bares e restaurantes podem se adaptar e manter os clientes seguros?

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Locais possuem permissão para reabrir em algumas cidades; em São Paulo, 58 estabelecimentos foram interditados por descumprimento de normas

Divulgação

ColunaBem-Estar

Após mais de 100 dias fechados, bares e restaurantes puderam abrir as portas em algumas das grandes cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro. Nos planos de reabertura há uma série de delimitações que devem ser cumpridas, para que o estabelecimento esteja dentro das regras impostas pelas prefeituras e governos estaduais. O cumprimento das normas pode garantir que o local seja mais seguro aos consumidores e funcionários que precisam estar no ambiente.


Em São Paulo, o governador João Doria autorizou o funcionamento de bares e restaurantes até às 22h por conta da permanência do município na fase amarela do plano de reabertura por duas semanas. No entanto, o período em que o local pode operar segue o mesmo: seis horas diárias. Nesse cenário, o dono do negócio pode escolher se pretende trabalhar de forma corrida ou fracionada, abrindo três horas à tarde e mais três horas à noite.


Além disso, não é possível colocar mesas na rua e cada estabelecimento deve atender apenas 40% de sua capacidade. Os consumidores devem estar todos sentados, sem a possibilidade de serem atendidos enquanto estão de pé. No último final de semana – o primeiro com o horário novo –, 58 bares e restaurantes foram interditados pela fiscalização por conta da transgressão das especificações. Desde o início da pandemia, esse número chega a 943 negócios.


A reabertura de bares e restaurantes em um momento em que o número de casos ainda não está estável divide a opinião de especialistas. Por um lado há a questão financeira e a sobrevivência dos estabelecimentos, fechados desde março, que, mesmo com adaptações no modo de operação e tentativas de gerir a crise, seguem sem conseguir alcançar os números anteriores à pandemia.


O presidente da ANR (Associação Nacional dos Restaurantes), Cristiano Melles, acredita que cerca de 30% dos restaurantes de todo o Brasil não devem sobreviver à paralisação. “Eu falava que nós estávamos em torno de 18% de restaurantes que não iam abrir. Esse número já veio para 30% e vou te falar: se a gente passar mais 10, 15 dias fechados, isso facilmente passará de 40%”, disse.


Por outro lado, muito se pensa sobre a real condição de desempenhar essas atividades sem que a disseminação da doença cresça ainda mais. Veja algumas recomendações gerais sobre como os empresários e profissionais formados na faculdade de Administração podem reabrir os negócios de modo mais seguro.

Distanciamento
Uma das normas estabelecidas nos planos de reabertura é a do distanciamento. Evitar contatos muito próximos com desconhecidos ou pessoas que não residem na mesma casa é uma das coisas mais ditas pelos especialistas desde o início do vírus no Brasil. Assim, os empresários que decidirem abrir as portas podem adotar uma distância de dois metros entre as mesas e, pelo menos, um metro entre as cadeiras.


Nas filas, a distância de um metro também deve ser respeitada.

Mudanças no ambiente
Em relação às mudanças físicas no estabelecimento, o ambiente deve oferecer boa ventilação de ar, com portas e janelas abertas. Além disso, um sistema de ventilação pode ser usado se não jogar o ar diretamente nas mesas.


Guardanapos de papel devem ser oferecidos ao cliente de modo protegido e embalado. As toalhas podem ser retiradas ou, se forem usadas, devem ser trocadas a cada cliente ou receber uma cobertura que possibilite a higienização.


Cardápios, mesas, cadeiras e máquinas de cartão devem ser limpas a cada uso.

Há, também, a necessidade de que todos os clientes cheguem ao local de máscara e apenas retirem o material para comer, colocando-a em seguida.

 

 

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