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Tribunal de Contas Quinta-feira, 24 de Setembro de 2026, 15:09 - A | A

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Transparência

TCE-MS economiza R$ 154 mil com teletrabalho e projeta R$ 1,8 milhão ao ano

Quase 52% dos servidores ativos do Tribunal estão atualmente em regime de trabalho remoto

João Gabriel Vilalba
Capital News

Divulgação/TCE-MS

Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS)

Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS)

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) já registrou uma economia de R$ 154.984,63 com a adoção do regime de teletrabalho. Mantido o resultado atual, a projeção é de uma economia anual de R$ 1.859.815,56, segundo dados do Tribunal.

Atualmente, quase 52% dos servidores ativos do TCE-MS estão em regime de teletrabalho. Além da redução de despesas, a modalidade permite maior flexibilidade na organização das atividades e pode contribuir para o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.

A economia mensal registrada nos dois primeiros meses após a ampliação do teletrabalho inclui R$ 119.613,81 em auxílio-transporte, R$ 3.003,94 em consumo de água, R$ 24.942,00 em serviços de copa e R$ 7.424,88 em locação de equipamentos.

Segundo o Tribunal, os números mostram que o teletrabalho também pode ser utilizado como ferramenta de gestão, permitindo otimizar espaços, equipamentos e outros recursos empregados no funcionamento cotidiano da instituição.

Mais flexibilidade e eficiência

Para os servidores, o trabalho remoto reduz o tempo e os custos com deslocamentos e pode proporcionar maior flexibilidade para a organização das atividades. Para a instituição, a modalidade está associada ao acompanhamento das entregas e do desempenho pelos gestores responsáveis.

A ampliação da possibilidade de adesão ao teletrabalho foi estabelecida pela Resolução TCE-MS nº 298, de 30 de junho de 2026, que alterou a Resolução nº 210/2024, responsável por regulamentar o regime no Tribunal.

Com a nova sistemática, servidores que não atuam na área de auditoria também podem ter acesso ao teletrabalho, mediante requerimento fundamentado, anuência da chefia da área de lotação e autorização da autoridade competente.

Para o presidente do TCE-MS, conselheiro Flávio Kayatt, os resultados mostram que a modernização das relações de trabalho pode gerar benefícios para os servidores e para a administração.

“O teletrabalho demonstra que é possível conciliar valorização dos servidores e responsabilidade na gestão dos recursos públicos. A economia gerada é um resultado importante, mas também buscamos uma gestão cada vez mais eficiente, flexível e orientada por resultados.”

A experiência do TCE-MS, segundo a instituição, reforça o teletrabalho como instrumento de modernização da gestão pública, associado à qualidade de vida, à eficiência, à produtividade e à redução de custos.

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