Wagner Guimarães

Diretores da Motiva Pantanal apresentaram prestação de contas à Comissão Parlamentar de Acompanhamento da concessão da BR-163
A concessionária Motiva Pantanal apresentou, nesta terça-feira (25), à Comissão Parlamentar de Acompanhamento do contrato de concessão da BR-163, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, um balanço dos primeiros seis meses do novo contrato.
Durante a reunião, foram detalhados aos deputados os avanços nas obras ao longo da rodovia.
O relatório aponta crescimento no ritmo das intervenções, enquanto parlamentares cobram prioridade para trechos considerados críticos. O volume de investimentos deve atingir R$ 1 bilhão até agosto, quando o contrato completa um ano.
Até o momento, conforme dados de março de 2026, já foram executados ou estão em andamento 18,08 quilômetros de ampliação, incluindo duplicações, faixas adicionais e vias marginais.
Apesar dos avanços, deputados cobraram maior equilíbrio na distribuição dos investimentos, principalmente na região sul do Estado. As deputadas Mara Caseiro (PSDB) e o deputado Roberto Hashioka (União Brasil) defenderam obras em trechos como Caarapó–Juti, Naviraí–Itaquiraí e no trevo de Japorã.
O deputado Júnior Mochi (MDB) fez um alerta sobre o risco de acidentes em São Gabriel do Oeste, especialmente em frente aos frigoríficos Aurora e Boibras. Segundo ele, o fluxo intenso de carretas e ônibus exige intervenção urgente.
Mochi também cobrou melhorias no entroncamento da BR-163 com a BR-419, além da implantação de uma rotatória no município.
A reunião foi aberta pelo presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, que destacou a importância da transparência da concessionária e o papel estratégico da BR-163 como principal corredor logístico do Estado, com 845,4 quilômetros de extensão, ligando Sonora a Mundo Novo.
Planejamento e obras
No planejamento de longo prazo, a Motiva Pantanal prevê a duplicação do anel rodoviário de Campo Grande. O projeto deve começar a ser elaborado em 2027, com início das obras previsto para 2029 e conclusão em 2030.
Ao final da reunião, a concessionária informou que irá avaliar as demandas apresentadas pelos deputados. O presidente da empresa, Nelson Soares Neto, afirmou que a meta é cumprir integralmente o contrato e manter o ritmo de investimentos.
Atualmente, estão em execução 7,1 quilômetros de duplicação em Campo Grande, 1,7 quilômetro em Jaraguari e 2,3 quilômetros em São Gabriel do Oeste.
Em Bandeirantes, há previsão de 10,8 quilômetros de obras, ainda em fase inicial. Também estão em andamento faixas adicionais em Mundo Novo e Itaquiraí, além de vias marginais em Coxim.
O cronograma para 2026 prevê a aceleração das obras, com abertura de novas frentes que totalizam 31,10 quilômetros. Estão programadas duplicações em Nova Alvorada do Sul e no trecho entre São Gabriel do Oeste e Rio Verde de Mato Grosso, além de intervenções em municípios como Mundo Novo, Eldorado e Nova Alvorada do Sul.
Impactos
Os dados também apontam impactos econômicos e operacionais da concessão. Em 2025, foram gerados R$ 34,6 milhões em ISSQN aos municípios lindeiros, além da manutenção de 3.890 empregos.
Na área de segurança viária, houve redução de 36,6% no número de mortes em relação ao ano anterior.
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