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Câmara Municipal de Campo Grande

Moradores do Amambaí pedem reforço da segurança após abertura do Centro Pop

Comunidade afirma que escola, igreja e o próprio serviço teriam sido alvo de furtos nas últimas semanas

João Gabriel Vilalba
Capital News

Divulgação

Representante da Associação de Moradores do Bairro Amambaí, Juliene Patzlatt em conversas com o vereado Dr Lívio

Representante da Associação de Moradores do Bairro Amambaí, Juliene Patzlatt em conversas com o vereado Dr Lívio

Moradores do Bairro Amambaí estão preocupados com a segurança no entorno do recém-inaugurado Centro Pop (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua), em Campo Grande.

Representando os moradores da região, a representante da Associação de Moradores do Bairro Amambaí, Juliene Patzlatt, esteve com o vereador Dr. Lívio para relatar problemas que, segundo a comunidade, já começaram a ocorrer na região desde o início do funcionamento do serviço.

O Centro Pop está instalado na antiga unidade da Secretaria de Assistência Social/Cadastro Único (SAS/CadÚnico), na Rua dos Barbosas, nº 321, no Bairro Amambaí, ao lado da Escola Municipal José Rodrigues Benfica.

A instalação do serviço no local já havia sido tema de audiência pública, reunião do Conselho da Região Urbana do Centro e manifestações de moradores.

A principal preocupação apresentada pela comunidade é a proximidade do Centro Pop com a escola, especialmente em razão da circulação de pessoas em situação de rua que, segundo os moradores, também podem ser usuárias de drogas.

De acordo com os relatos apresentados ao vereador, em menos de um mês de funcionamento do serviço, a escola teria sido furtada, assim como uma igreja localizada nas proximidades. No último fim de semana, segundo a associação, o próprio Centro Pop também teria sido alvo de furto.

“Até agora foram danos materiais, mas o sentimento de insegurança é um fato. Nossa preocupação maior são as crianças, que podem sofrer algum tipo de violência. Quem responderá por isso?”, questiona Rosane Neli, presidente da Associação de Moradores do Bairro Amambaí, que vem manifestando oposição à escolha do local para atender a população em situação de rua.

Para a moradora Juliene Patzlatt, a situação já foi denunciada diversas vezes pela comunidade, e os acontecimentos recentes reforçam uma preocupação apresentada pelos moradores antes mesmo da abertura do serviço.

“Já não sabemos mais o que fazer e a quem apelar. A vice-prefeita Camila nos prometeu que haveria ronda constante da GCM no local, mas isso não tem acontecido”, afirmou.

Segundo a representante da associação, a comunidade defende a presença permanente de uma equipe de segurança na região, especialmente nos horários de entrada e saída dos alunos, além da mudança do Centro Pop para um local considerado mais adequado pelos moradores.

“A segurança das crianças é prioridade e talvez uma equipe permanente da Ronda Escolar no local possa trazer essa segurança tanto às crianças quanto aos moradores. Vamos ver se há essa possibilidade”, afirmou o vereador.

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