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Assembleia Legislativa

Deputados aprovam doação de área para construção de 1.500 casas em Corumbá

Imóvel de 16,9 hectares será destinado pela Prefeitura para construção de moradias populares no bairro Padre Ernesto Sassida

João Gabriel Vilalba
Capital News

Luciana Nassar/ ALEMS

Deputados analisando pautas que tramitam pela ALEMS

Deputados analisando pautas que tramitam pela ALEMS

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) aprovou, na sessão desta quinta-feira (17), projetos de lei que tratam de diferentes temas, entre eles a doação de um imóvel de 16,9 hectares para a Prefeitura de Corumbá, destinado à construção de 1.500 casas populares.

A proposta, aprovada em segunda discussão, autoriza o Governo do Estado a doar o imóvel ao município. A área está localizada no bairro Padre Ernesto Sassida, em Corumbá.

De acordo com o projeto, o município terá dois anos, contados a partir da transferência do imóvel, para iniciar as obras destinadas à finalidade prevista. O prazo poderá ser prorrogado por mais dois anos, desde que haja justificativa apresentada previamente.

Também caberá à Prefeitura providenciar a transferência e a averbação do imóvel em seu nome, além de formalizar os instrumentos públicos de doação e realizar os respectivos registros cartorários no prazo de até 180 dias corridos após a celebração.

O projeto ainda prevê a isenção do município do pagamento de custas e emolumentos relacionados à transferência, conforme a legislação estadual.

Mais projetos aprovados

Outro texto aprovado, desta vez em redação final, prevê a possibilidade de hotéis, motéis, pousadas e estabelecimentos similares prestarem auxílio a mulheres em situação de violência ou risco.

O texto aprovado é diferente da proposta original e transforma em facultativas medidas que inicialmente seriam obrigatórias. A principal alteração está justamente no caráter da proposta.

Na versão original, os estabelecimentos “ficam obrigados” a adotar medidas para auxiliar mulheres em situação de risco. No substitutivo integral, a redação passa a estabelecer que os estabelecimentos “poderão prestar auxílio às hóspedes”.

A mudança também alcança a capacitação dos funcionários. O texto original previa treinamento anual de todos os empregados para identificar e combater situações de assédio sexual e violência. No substitutivo, a capacitação passa a ser uma possibilidade para os estabelecimentos que aderirem às medidas.

O novo texto, por outro lado, detalha os mecanismos que poderão ser utilizados pelas hóspedes para pedir ajuda. Entre os canais de emergência estão a Polícia Militar, pelo 190; o Corpo de Bombeiros, pelo 193; o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo 192; a Guarda Municipal, pelo 153; e o Ligue 180.

Também são previstas formas não convencionais de comunicação, como gestos, acenos, códigos, pedidos por telefone ou outros sinais capazes de indicar uma situação de alerta.

O substitutivo prevê ainda a possibilidade de os estabelecimentos firmarem parcerias com órgãos de segurança pública, saúde, assistência social, direitos humanos e cidadania, além de instituições especializadas.

O texto aprovado passa a tratar da “possibilidade” de prestação de auxílio às hóspedes em situação de violência contra a mulher. Na justificativa, a alteração é apresentada como uma adequação para tornar mais claros os objetivos da proposta. O documento afirma que não houve modificação substancial do conteúdo material do projeto.

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