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Mato Grosso do Sul

STJ mantém preso médico acusado de feminicídio em Campo Grande

Sexta Turma negou pedido de liberdade de João Jazbik Neto, de 78 anos, denunciado pela morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti

Elaine Oliveira
Capital News

Divulgação/MPMS

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A Sexta Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa do cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, acusado de feminicídio contra a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, em Campo Grande. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (16).

Com a decisão, o médico permanece preso preventivamente. A defesa havia recorrido ao STJ após a prisão ser restabelecida no dia 3 de setembro, buscando a liberdade ou, alternativamente, a conversão da prisão em domiciliar. O pedido foi analisado pelo ministro Rogério Schietti Cruz, da Sexta Turma.

Jazbik voltou a ser preso após o desembargador Emerson Cafure, da 1ª Câmara Criminal, revogar uma liminar que havia permitido a liberdade do cardiologista.

Em agosto, o médico foi denunciado pelo feminicídio de Fabíola e por outros crimes. Conforme a denúncia, também são atribuídos a ele fraude processual e posse irregular de arma de fogo de uso permitido e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Laudos apontaram feminicídio

O laudo necroscópico apontou que Fabíola morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por ação perfuro-contundente. Já a perícia realizada no local concluiu que houve feminicídio.

Segundo a denúncia, a vítima teria sido inicialmente atingida por um golpe que a fez cair de joelhos. Depois, já no chão, teria sofrido um novo golpe, que reduziu sua capacidade de reação. Na sequência, ainda caída, teve a cabeça levantada e foi atingida pelo disparo que causou sua morte.

O médico foi denunciado por feminicídio com agravante de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual e crimes relacionados à posse de armas.

Relembre o caso

Fabíola foi encontrada morta com um tiro na cabeça, no dia 18 de maio, dentro da casa onde morava com o marido, no bairro Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

Na ocasião, João acionou a polícia e afirmou que a esposa teria cometido suicídio. Aos policiais, relatou que Fabíola havia realizado atividades de rotina pela manhã e depois subido para o quarto do casal.

Segundo o relato registrado na ocorrência, o médico estranhou a demora da esposa e foi até o andar superior. Como a porta estava fechada e ela não respondeu às batidas, ele teria retornado à cozinha e tentado ligar para Fabíola, sem sucesso.

Pouco depois, afirmou ter ouvido um disparo e voltou ao quarto, onde encontrou a companheira caída. O cardiologista então acionou um ex-caseiro, que chegou ao imóvel pelos fundos. Em seguida, ele e os atuais caseiros foram até o quarto e chamaram a Polícia Militar.

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