Divulgação, Ministério da Segurança Nacional da Argentina

Traficante de armas é extraditado e deve ficar preso em Campo Grande
Apontado como um dos maiores traficantes de armas da América Latina, Diego Hernan Dirisio foi extraditado da Argentina para o Brasil e deve permanecer preso em Campo Grande. Ele está detido desde fevereiro de 2024 e é alvo de um mandado de prisão expedido pela Justiça da Bahia.
Após chegar ao país, Dirisio passou por audiência de custódia na 3ª Vara Federal de Campo Grande. A decisão determina que ele permaneça em um presídio da Capital, com acompanhamento médico, já que faz uso de medicação controlada.
Segundo a investigação do Ministério Público, Dirisio e Julieta Nardi lideravam uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de armas. Desde 2012, a empresa comandada por eles teria importado cerca de 25 mil armas da Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia.
As armas entravam legalmente no Paraguai e, posteriormente, eram contrabandeadas para o Brasil. Parte do armamento teria sido destinada a organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
A quadrilha também utilizava cambistas que atuavam entre Paraguai e Estados Unidos para movimentar e ocultar os valores obtidos com o esquema. Mesmo preso, Dirisio teria renda mensal de pelo menos US$ 10 mil.
Operação Dakovo
Dirisio é apontado como peça central da Operação Dakovo, deflagrada pela Polícia Federal no fim de 2023 para investigar uma organização que envolveria empresários, doleiros, vendedores de armas, políticos e narcotraficantes.
As investigações apontaram que o esquema movimentou mais de US$ 240 milhões. Dirisio seria responsável por intermediar a compra e venda de pistolas, fuzis, metralhadoras e munições adquiridas de fabricantes europeus.
A organização utilizava o Paraguai como ponto de entrada das armas, que depois eram direcionadas ao mercado ilegal brasileiro, principalmente por meio de intermediários em Ciudad del Este.
Dirisio e Julieta Nardi tiveram mandados de prisão internacional expedidos em dezembro de 2023. Os dois foram localizados em Córdoba, na Argentina, após troca de informações entre as unidades da Interpol de Buenos Aires e Brasília, e presos em 2 de fevereiro de 2024.
O argentino responde por tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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