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Justiça Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026, 10:43 - A | A

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Mato Grosso do Sul

Executores de filha de ex-governador são condenados a até 40 anos na fronteira

Atentado ocorrido em 2021 deixou quatro mortos em Pedro Juan Caballero, incluindo Haylee Carolina Acevedo Yunis

Elaine Oliveira
Capital News

Divulgação

Haylee Carolina Acevedo Yunis de 21 anos é filho do governador

Haylee Carolina Acevedo Yunis de 21 anos é filho do governador

Três homens foram condenados pela Justiça paraguaia pela execução de quatro pessoas durante um atentado ocorrido em 2021, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia na fronteira com Ponta Porã. Entre as vítimas estava Haylee Carolina Acevedo Yunis, filha do ex-governador de Amambay, Ronald Acevedo.

Também morreram no ataque Osmar Vicente Álvarez, conhecido como “Bebeto” e apontado como alvo principal dos atiradores, além de Kaline Reinoso de Oliveira e Rhannye Jamilly Borges de Oliveira.

Os réus foram condenados por homicídio qualificado, posse de armas de fogo de uso exclusivo do Estado e associação criminosa.

Condenações

O juiz Federico Rojas destacou que o grupo atuava de forma estruturada, dentro de uma organização criminosa. Conforme as provas apresentadas no processo, exames periciais confirmaram que as armas apreendidas em operações realizadas em outubro de 2021 eram as mesmas utilizadas no atentado.

A decisão também apontou a violência empregada pelos criminosos, que teriam perseguido as vítimas e efetuado diversos disparos. Segundo o processo, os autores ainda teriam fotografado o local após o ataque.

A motivação estaria relacionada à disputa pelo controle da região de fronteira entre grupos criminosos ligados a “Aguacate” e “Bebeto”.

Julio César Centurión Cantaluppi foi condenado a 30 anos de prisão, além de 10 anos de medidas de segurança, totalizando 40 anos.

Diego Alexis Vázquez recebeu a mesma condenação: 30 anos de prisão e mais 10 anos de medidas de segurança, também totalizando 40 anos.

Já Derlis Javier López Arce foi condenado a 23 anos de prisão, além de seis anos de medidas de segurança, chegando a 29 anos de condenação.

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