Mais de 200 peixes foram resgatados e transferidos para áreas com melhores condições de sobrevivência no Rio da Prata, em Jardim. O rio enfrenta uma situação crítica provocada pela estiagem, com trechos onde o fluxo de água chegou a ser interrompido.
A operação emergencial foi realizada após o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicar o agravamento da crise hídrica em uma região próxima à Ponte do Curê, na MS-178. No local, foram identificados trechos secos e poças isoladas, que correm risco de desaparecer com a evaporação.
Entre os peixes resgatados estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras. Os animais foram retirados das áreas onde estavam ilhados e levados para outros pontos do Rio da Prata onde ainda há volume e circulação de água suficientes.
Segundo o presidente do IGMA, Nisroque Soares, o problema atinge um longo trecho do rio. “Abaixo da área onde foram feitos os resgates de peixes em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 quilômetros até a Ponte do Curê”, afirmou.
A situação já havia provocado uma grande operação no ano passado. Na ocasião, aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados em um trecho de cerca de 7 quilômetros afetado pela interrupção do fluxo de água.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul acompanha o caso por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim. Um inquérito civil instaurado em julho de 2024 monitora a situação, e o órgão informou que continuará fiscalizando as ações de preservação do Rio da Prata e da fauna aquática.
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