Reprodução/Redes sociais

Eduardo Razuk é conhecido nas redes sociais pela realização de rifas de veículos, atividade que é alvo da Polícia Civil
A defesa do influenciador Eduardo Razuk entrou com um habeas corpus para tentar revogar a prisão decretada durante a operação “Rodas da Sorte”, em Campo Grande. O advogado Tiago Bunning considera a medida desproporcional e desnecessária neste momento da investigação.
Segundo a defesa, os sorteios promovidos por Razuk eram autorizados por uma loteria oficial e os impostos previstos teriam sido pagos. O advogado também afirma que existe divergência na interpretação das normas e nega que as atividades configurem crime.
Outro argumento apresentado é que as acusações iniciais estariam relacionadas a uma contravenção penal, considerada de menor potencial ofensivo e sem uso de violência. A defesa também destaca que o influenciador tem residência fixa, é réu primário e possui bons antecedentes.
O advogado afirma ainda que outras medidas já determinadas pela Justiça seriam suficientes para garantir o andamento das investigações. "Todas essas medidas são suficientes para a continuidade da investigação e tornam a prisão dele ainda mais desproporcional, ainda mais desnecessária", disse Bunning.
Razuk foi preso sob suspeita de envolvimento com rifas ilegais e lavagem de dinheiro. Durante a operação, foram apreendidos 22 carros de luxo e bloqueados R$ 500 milhões em contas ligadas ao grupo. O irmão dele, Rafael Razuk, e outras duas pessoas também foram presas. Enquanto o habeas corpus é analisado, a investigação continua sob responsabilidade da Polícia Civil.
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