Os seis presos na Operação Antidotum permanecerão detidos após passarem por audiência de custódia neste fim de semana. Entre os investigados está a diretora-presidente da Santa Casa de Campo Grande, Alir Terra Lima. As prisões preventivas já haviam sido decretadas anteriormente e só poderão ser revogadas por nova decisão judicial.
Na audiência, a Justiça verificou as condições em que ocorreram as prisões e se houve alguma violação aos direitos dos investigados. Segundo informações apuradas pela imprensa, nenhuma irregularidade foi identificada durante o procedimento.
Além de Alir, foram presos na sexta-feira (11) Alessandro Dias Junqueira, diretor administrativo; Rinaldo Romano, diretor financeiro; Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa, diretor de Finanças Adjunto; Monique Gregório, supervisora do Serviço de Arquivo Médico e Estatística (Same); e o empresário Mauricio Aparecido Benites.
O advogado Murilo Marques, que representa Alir Terra Lima, informou que deve apresentar nos próximos dias um pedido de revogação da prisão preventiva. “Estamos analisando as acusações para apresentarmos os devidos esclarecimentos e pedirmos a liberdade da Alir. Nos próximos dias já devemos fazer o pedido de revogação da preventiva”, afirmou. Segundo a defesa, a diretora nega ter cometido crimes.
De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a investigação apura suspeitas de irregularidades em contratos da Santa Casa, incluindo um acordo para digitalização de prontuários avaliado em R$ 5,4 milhões. A acusação sustenta que pagamentos teriam sido realizados sem a correspondente prestação dos serviços, com desvio estimado em R$ 1,4 milhão apenas no primeiro ano.
A apuração também investiga contratos da Operadora Santa Casa Saúde com empresas de um mesmo grupo econômico. Segundo o Ministério Público, cerca de R$ 9,6 milhões foram repassados a essas empresas em 2025, com prejuízo estimado em pelo menos R$ 3,5 milhões. As investigações continuam, e os suspeitos poderão apresentar suas defesas ao longo do processo.
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