A Justiça marcou para 18 de novembro a primeira audiência de instrução e julgamento do caso que apura a morte de Giovana Castura Werner, de 51 anos, encontrada morta em março na região da Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande.
A sessão será realizada às 14h, na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital. Na audiência, serão ouvidas as testemunhas e os cinco réus denunciados pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deverão ser interrogados.
Respondem pelo caso Gabriel Rodrigues Fernandes, João Vitor Maciel Araújo, João Pedro de Souza, Vinny Gomes Sanches e Mario Sergio dos Santos Cardozo. O grupo foi denunciado pelo MPMS em julho deste ano.
Vítima teria sido atraída
Conforme a denúncia, Gabriel, João Vitor e Vinny teriam usado como pretexto uma suposta cobrança de dívida de João Pedro para atrair Giovana até o local onde o grupo se reuniu.
A vítima teria aceitado um convite feito por Gabriel e seguido até a barbearia de João Vitor, onde Gabriel e Vinny já a aguardavam. Com a chegada de Giovana, os envolvidos entraram no carro dela e seguiram em direção ao Centro de Campo Grande para encontrar João Pedro.
Após João Pedro entrar no veículo, segundo a acusação, ele teria pedido que Giovana o levasse até sua casa para buscar o dinheiro que seria usado no pagamento da dívida.
No entanto, quando o carro chegou a uma estrada vicinal, João Vitor teria dado um sinal para Vinny, que estava armado no banco traseiro. A denúncia aponta que o disparo foi feito através do encosto do banco do motorista e atingiu Giovana, que morreu no local.
Pix e objetos de ouro
Ainda segundo o MPMS, após o assassinato, Gabriel, João Vitor, Vinny e João Pedro colocaram o corpo da vítima no porta-malas do carro e utilizaram os aplicativos bancários instalados no celular dela para realizar transferências via Pix.
A acusação aponta que Gabriel transferiu R$ 6,5 mil da conta de Giovana para a própria conta e repassou R$ 1 mil para cada um dos comparsas.
João Vitor também teria furtado um colar, uma pulseira e um pingente de ouro pertencentes à vítima. Os objetos teriam sido vendidos posteriormente por R$ 9.880.
Corpo e veículo foram escondidos
Depois do crime, os quatro réus teriam retornado a Campo Grande no veículo de Giovana e pedido ajuda a Mario Sergio, padrasto de João Pedro, para esconder o carro e o corpo da vítima.
Mario Sergio é acusado de favorecimento pessoal. Conforme a denúncia, ele teria escondido o veículo e recebido R$ 500 de Gabriel para ir até a região da Cachoeira do Inferninho, onde o corpo de Giovana foi ocultado.
Além das acusações apresentadas contra os cinco réus, o MPMS pediu à Justiça a fixação de valor mínimo equivalente a dez salários mínimos para reparação por danos morais aos sucessores da vítima.
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