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Justiça Sexta-feira, 14 de Junho de 2024, 16:57 - A | A

Sexta-feira, 14 de Junho de 2024, 16h:57 - A | A

Anastácio

Policiais envolvidos na morte do ex-vereador são denunciados pelo MP

Laudos apontam que os disparos foram efetuados quando Dinho estava de costas

Layane Costa
Capital News

Policiais militares acusados de assassinar o ex-vereador de Anastácio, Dinho Vital, tiveram a prisão preventiva decretada e irão responder por homicídio qualificado. Isso se deu após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) concluir a primeira etapa das investigações.

Segundo informações, Dinho foi baleado com dois disparos no dia 8 de maio, após sair de uma festa de aniversário do município. Na ocasião, a vítima teria se envolvido em uma briga com um grupo de pessoas.

A denúncia oferecida à justiça, apontam que os disparos foram efetuados por dois militares que não estavam de serviço no dia do ocorrido. Ainda, o laudo necroscópico e o laudo do local de crime, apontam que a vítima foi alvejada com um tiro pelas costas e nas costas, tendo um projétil transfixado seu tórax e saído no peito, o outro projétil atingiu a região lateral do abdômen, de baixo para cima.

Já os laudos periciais revelaram que, pela posição dos atiradores, bem como pelas manchas de sangue da vítima no chão e o local em que o corpo foi encontrado, ele havia tentado fugir na tentativa de se esconder dos disparos.

No local, foram encontrados oito estojos de cartuchos de munição próximo ao veículo dos policiais, já próximo de Dinho nenhum estojo deflagrado foi encontrado, o que acabou descartando qualquer troca de tiro. Ainda, foram encontradas apenas perfurações de projéteis de arma de fogo no veículo da vítima, todas de trás para frente do veículo.

Após as investigações do MPMS, os dois policiais foram denunciados por homicídio qualificado, pelo motivo torpe, em razão da discussão de natureza política que antecedeu o ocorrido, bem como praticado o crime por meio que resultou perigo comum, já que os diversos disparos foram efetuados em plena via pública com intenso fluxo de veículos e pessoas, inclusive na presença da esposa da vítima, e praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, pois foi surpreendida e alvejada pelas costas, o que reduziu suas chances de defesa.

A denúncia oferecida pelo Ministério Público, já foi recebida pela Vara Criminal de Anastácio, bem como a prisão temporária dos acusados foi convertida em prisão preventiva.

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