Os trabalhadores terceirizados dos Centros de Educação Infantil (Ceinf’s) de Campo Grande rejeitaram a proposta de 8% de reajuste e decidiram em Assembleia Geral paralisar as atividades nas creches da Capital na próxima segunda-feira (12). A reunião aconteceu na sede do Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional no Estado de Mato Grosso do Sul (Senalba/MS) na quarta-feira. Na manhã desta sexta-feira (9), o prefeito Gilmar Olarte (PP) afirmou que não entende os motivos para a greve.
Os funcionários são terceirizados por meio de convênio entre a Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar (Omep), Sociedade Caritativa e Humanitária (Seleta) e a prefeitura de Campo Grande. A categoria reivindicou reajuste salarial de 20% , além da manutenção da licença-maternidade de seis meses para os trabalhadores da Seleta.
O Executivo municipal ofereceu reajuste de 8%, que foi rejeitado pela categoria. Segundo informações do Senalba/MS, os atendentes de berçários, recreadores e educadores recebem, hoje, R$ 891,91; auxiliares administrativos R$ 757,40; auxiliares de serviços gerais e cozinheiras recebem R$ 725,50.
Durante a Assembleia, os trabalhadores apresentaram uma carta para ser assinada pela categoria, reivindicando a atenção das autoridades públicas.
“O salário da categoria está muito abaixo do que realmente merecemos. Profissionais concursados realizam a mesma função e recebem valores superiores, porque há essa desigualdade? Não temos plano de saúde e nem ticket alimentação. Cabe também aos nossos representantes políticos reconhecerem nosso trabalho”, disse a recreadora Gleice Ferreira.
A presidente do sindicato, Maria Joana Barreto Pereira, explica que o Senalba/MS oferecerá respaldo à categoria. “Utilizaremos todos os trâmites legais para informar as instituições empregadoras sobre a decisão da categoria. Desde já, pedimos o apoio e compreensão da sociedade, alertando que na segunda-feira devido ao movimento grevista, provavelmente, muitos Ceinfs não terão atividades”, afirmou Maria Joana.
O chefe do Executivo municipal disse na manhã de hoje, que a prefeitura abriu o diálogo com a categoria, e não entende a razão para a greve. “O aumento era de 7%, passamos para 8% e todo tipo de entendimento foi feito. Não entendo a razão e nem as motivações para a greve, mas vamos trabalhar para que as crianças não fiquem sem suas atividades”, afirmou Olarte.
