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Economia Quinta-feira, 04 de Dezembro de 2008, 19:14 - A | A

Quinta-feira, 04 de Dezembro de 2008, 19h:14 - A | A

Dólar fecha a R$ 2,53, maior cotação desde 2005

Da Redação (JG)

O preço da moeda americana subiu pelo sexto dia, atingindo a taxa de R$ 2,536 nas últimas operações registradas nesta quinta-feira. O valor representa uma forte alta de 2,46% sobre a taxa final de ontem. Trata-se do maior cotação desde 29 de abril de 2005.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,660, em uma alta de 5,13%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera instável, em leve queda de 0,06% (pelo índice Ibovespa), aos 35.274 pontos. O giro financeiro é de R$ 2 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York recua 0,93%.

O Banco Central se ausentou de intervir nos negócios com a moeda americana e não vendeu dólares tanto no mercado futuro, que mexe com as expectativas sobre as taxas de câmbio, quanto no mercado à vista, onde é formado o preço diário do dólar comercial. Desde 19 de setembro, a autoridade monetária já usou quase US$ 50 bilhões para deter a escalada dos preços, informou hoje o presidente da instituição, Henrique Meirelles.

"Aparentemente, parece que o Banco Central desistiu de lutar contra a tendência do mercado, que é de alta. Mas acredito que, se as taxas continuarem a subir, provavelmente o BC vai voltar a vender dólares no mercado pronto [mercado à vista], em que a atuação parece ser efetiva", avalia Luiz Fernando Moreira, operador da corretora Dascam.

Profissionais das corretoras de câmbio têm sacado duas explicações básicas para justificar a disparada das taxas. Primeiro, o baixo volume de negócios, o que deixa a formação dos preços bastante sensível às operações de poucos agentes financeiros; segundo, o fato do mês de dezembro ser historicamente um período em que a saída de recursos é maior.

"Eu achei até natural que o dólar tenha atingido a casa dos R$ 2,50. Quando chegou a R$ 2,35, muita gente ficou assustada com o nível das taxas e, na corretora, nós vimos muita gente antecipando pagamentos ao exterior, até como forma de se precaver contra o que poderia ocorrer em janeiro, quando se espera ter uma visão mais clara da crise mundial", comenta Cristiano Zanuzo, gerente de câmbio da corretora Renova.

Juros futuros

Há poucos dias da próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o mercado futuro de juros, que referencia as tesourarias de bancos, voltou a derrubar as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011.

No contrato com vencimento em janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 13,55% ao ano para 13,52%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada caiu de 13,83% para 13,72%; no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista passou de 14,23% para 14,13%.

A aposta majoritária do mercado financeiro ainda é de que o Comitê vai manter a taxa de juros em 13,75%. Nos últimos dias, porém, ganhou alguma força a corrente que estima um corte da Selic para 13,50%. (Folha On Line)

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