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Cebraspe vai organizar concurso da Sefaz-DF, anuncia pasta

Por Débora Ramos

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Banca foi escolhida entre nove concorrentes

Istock Photos

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A Secretaria da Fazenda do Distrito Federal (Sefaz-DF) anunciou no último mês de dezembro que a Cebraspe será a banca organizadora do concurso que pretende convocar 120 servidores no este ano. Durante todo o mês de outubro, agências especializadas no setor especularam que Cebraspe, Cespe, Consulplan e ESPP estavam no páreo.

O próximo passo do concurso Sefaz-DF é a publicação do edital, que depende da assinatura do contrato e da produção do documento. O órgão já estabeleceu as especificações principais do certame: 120 vagas para Auditor-fiscal com salário inicial de R$ 14.970,00 por uma jornada de 40 horas semanais, além de gratificações e benefícios.

Em outubro, o governo do Distrito Federal anunciou que prorrogaria o prazo para publicação do edital em 180 dias, já que a exigência inicial, feita em abril, é que o documento saísse naquele mês. Há um mês, a banca ainda não havia sido escolhida.

O concurso em andamento mais esperado do ano que vem atrai não apenas por causa do salário: o prestígio da carreira é muito valorizado por quem deseja entrar no funcionalismo público. "É uma carreira que sempre será considerada no Estado por questões óbvias: se o governo trata mal quem arrecada, fica sem oxigênio, não respira", explica Egbert Nascimento, do Gran Cursos Online.

"Eu tenho um amigo que trabalha na Sefaz-DF e está em um regime de teletrabalho, analisando processos, recursos de autuações, de autos de infração, já tem um bom tempo de casa, mas o regime de trabalho é muito tranquilo", completa.

Para ele, as secretarias de Fazenda espalhadas pelo país são garantias de um cotidiano de trabalho tranquilo, bem remunerado e valorizado. "Para quem trabalha na fiscalização na rua tem um desgaste e o risco maiores, mas é uma carreira absolutamente tranquila. Eu tenho amigos dentro das secretarias pelo país que só me falam bem. Aqui, no Distrito Federal, a carreira é muito valorizada. Aliás, o funcionalismo público do DF é muito valorizado como um todo", diz Nascimento.

Para o professor Cláudio Zorso, ex-servidor do Executivo Federal e autor de diversos livros sobre auditoria governamental, o trabalho em uma Sefaz também não é estressante, como alguns costumam argumentar. "É um trabalho tranquilo, totalmente técnico, em que o auditor não está presente nas barreiras existentes. Claro, existem algumas situações mais complicadas: eu sei que trabalhar na Receita Federal nas fronteiras, como a da Bolívia, não é tão legal assim", diz. "Mas o pessoal sai dali bem de vida", brinca.

A expectativa pelo concurso do Sefaz-DF tem dois motivos: o primeiro é que a última prova para o órgão aconteceu em 2001, quando a Fundação Carlos Chagas (FCC) organizou o concurso para 200 vagas de Fiscal da Receita do DF. Apesar da distância temporal, o exame de 16 anos atrás é a única referência para quem está estudando hoje. O segundo é que a prova é esperada pelos concurseiros desde 2014, quando o governador à época, Agnelo Queiroz, autorizou a contratação de 100 vagas imediatas e para um cadastro de reserva do órgão.

Zorso, contudo, não tira algumas críticas possíveis ao trabalho de auditor. Para ele, além das pressões e assédios que o funcionário público sofre normalmente, ainda pode ficar refém de questões políticas. "Qualquer auditor pode contar uma experiência de ter sido assediado. Eles são suscetíveis ao dinheiro e à pressão, por isso que o sindicato precisa ser forte. No TCU, você sofre pressão porque é técnico, mas os ministros são políticos", conta.

"O único problema que tenho como experiência, principalmente em Brasília, é que, se a carreira tributária não tiver um sindicato forte, fica sujeita às decisões políticas do grupo do governador. Às vezes, dependendo do local, a Sefaz é utilizada como ferramenta política -- e, em Brasília, os empresários fortes podem ser contados nos dedos", finaliza.

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