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Ansiedade infantil: conheça os sintomas e saiba como combater este mal

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Pesquisa aponta que cerca de 10% das crianças sofrem de ansiedade, que pode ter diferentes fontes

iStock

ColunaBem-Estar

De acordo com dados divulgados pelo psiquiatra Fernando Asbahr, membro do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, cerca de 10% das crianças do mundo apresentam sintomas de ansiedade, sendo o quadro psiquiátrico mais comum entre os mais novos.


Esses são dados de 2018, muito antes da pandemia, que, repentinamente, tirou crianças de suas rotinas, limitou o contato social à família e reduziu o mundo às suas próprias casas, o que agravou casos de ansiedade.


E, diferentemente do que muitos pais pensam, esse comportamento não é apenas um nervosismo comum diante das descobertas da infância ou de desafios como provas da escola. Quando muito acentuada, a ansiedade se torna um transtorno que causa prejuízos sérios no desenvolvimento, podendo levar também a outros distúrbios, como a depressão.


Quais são os sintomas?
Uma grande parte das vezes as crianças não conseguem compreender exatamente o que estão sentindo, então as chances de verbalizar isso para os pais são muito pequenas; já outras não comentam sobre os sentimentos por não se sentirem confortáveis. Nesses casos, cabe aos pais a decodificação de algumas mudanças comportamentais que podem indicar instabilidade emocional. Alguns dos sintomas da ansiedade são:

• diminuição ou aumento acentuado de apetite;
• desânimo ou hiperatividade, que levam ao baixo rendimento escolar;
• medo e desmotivação excessivos;
• dificuldade de integração social;
• oscilação de humor;
• dificuldade para dormir.

 

Ao perceber esses sintomas, os responsáveis devem propor um diálogo com a criança e, em casos nos quais os indicativos estejam acentuados ou prolongados, procurar um pediatra.


A interferência de um especialista é essencial, visto que a ansiedade não é a mesma para todos. Apenas entre a faixa de idade mais jovem os tipos mais comuns são Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno de Ansiedade de Separação, fobias, Transtorno de Pânico e Transtorno de Estresse Pós-traumático.


Prevenindo e combatendo a ansiedade
Durante a pandemia, ou em qualquer outro momento, o indicado é estabelecer uma rotina equilibrada com as crianças. Mudanças repentinas e constantes são gatilhos comuns para o desenvolvimento da sensação de insegurança e angústia. Delimitar horários, tanto para as obrigações, quanto para a diversão, em uma rotina diária que não exija demais dos mais novos ajuda na compreensão de que tudo tem começo e fim e de que as coisas estão sob controle.


O contato com os pais para estabelecer diálogos e momentos de descontração também devem ser estimulados pelos adultos, além do incentivo para a inserção dos filhos na sociedade a partir de atividades artísticas e esportivas. Apesar da pandemia e da necessidade de isolamento, a comunicação com colegas não deve ser deixada de lado, mas, sim, realizada virtualmente quando possível, seja em aulas online ou em bate-papos e jogos com os amigos na web – tudo isso sob o monitoramento dos pais.


A atividade física, que agora não pode mais ser em grupo, também ajuda na produção da serotonina, hormônio do bem-estar que afasta a ansiedade e a depressão. Essa movimentação pode ser feita em casa mesmo, com circuitos de brincadeiras, ou outras atividades de preferência da criança, como colocar um calçado adequado – por exemplo, uma chuteira Nike infantil – nos pés e jogar bola com os pais ou irmãos.

1 COMENTÁRIO:

Quando antes aparecer os sintomas de transtorno de ansiedade antes temos que buscar ajuda de um profissional especializado. As crianças por estarem em fase de desenvolvimento pode trazer uma série de agravamentos no futuro além de aumentar a chances de comorbidades com outros transtornos.
enviado por: Jaqueline em 31/03/2021 às 16:35:27
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