O prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte (PP) mantém o mistério e prefere falar pouco sobre as notificações feitas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Na manhã desta quinta-feira (24), durante comemoração do aniversário de nove anos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, na Central de Regulação localizada no bairro Pioneiros, Olarte limitou-se em dizer que ‘não há nada de errado’. Além da declaração, o prefeito se defendeu e pontuou que possui história e uma vida limpa.
“Não há risco e nem problema, respeitamos o trabalho do Gaeco. Estão fazendo muito barulho para coisa que não existe, e se precisar na hora certa irei colaborar, tenho informação que nem é necessária, mas se precisar eu vou”, explicou. O chefe do Executivo sinalizou que se precisar irá prestar depoimento na próxima semana.
No último dia 11 de abril, logo pela manhã agentes do Gaeco foram até à casa do prefeito, na Vila Rosa, para cumprir Mandato de Busca e Apreensão nº 01/2014 do Tribunal de Justiça (TJ/MS), onde dois homens que faziam a segurança dele foram presos por porte ilegal de arma, mas liberados após pagamento de fiança.
As ações do Gaeco têm corrido em segredo de Justiça e ainda não se sabe qual é o alvo de investigação. Na terça-feira (22), os vereadores do PT do B, Otávio Trad, Flávio Cesar e Eduardo Romero também receberam notificação e prestaram depoimento ontem ao Promotor de Justiça Marcos Alex Vera de Oliveira.
Além do prefeito e dos parlamentares, o secretário municipal de Governo, Rodrigo Pimental, também recebeu o documento da Justiça e hoje, durante evento do Samu afirmou que deveria comparecer nesta quinta-feira na sede do Gaeco, mas adiou devido a compromissos de seu advogado.
“Não sei sobre o assunto, eu vou lá prestar esclarecimento e ajudar a Justiça, não sei qual é o fato,tudo está sigiloso”, disse. Assim como o prefeito, Pimentel disse que pretende atender o pedido judicial e ir até o Promotor na semana que vem.

Rodrigo Pimental também recebeu notificação do Gaeco
Foto: Reginaldo Coelho/Capital News
