O prefeito Gilmar Olarte (PP) reuniu-se com vereadores e secretários na manhã desta segunda feira (19) para dar direcionamento às ações que serão tomadas diante da invasão, ameaças e possíveis furtos que ocorreram na prefeitura na última quinta-feira (15). Olarte conversou com os parlamentares e informou que recebeu na manhã de hoje, a notificação da decisão que saiu na quinta-feira, que daria ao ex-prefeito Alcides Bernal (PP) a possibilidade de voltar ao comando do Município.
“Se fosse pra acontecer alguma mudança na prefeitura ela só iria ocorrer após essa notificação. Foram ações de terrorismo realizadas na quinta-feira, um atentado contra funcionários públicos com violência, espancamento, roubos de CPU's e documentos além da revista íntima dos servidores. Tudo isso comandado pelo ex-prefeito, maestro de uma invasão simultânea”, disse Olarte sobre a ação na quinta-feira.
O presidente da Câmara Municipal, o vereador Mario Cesar (PMDB) disse que osparlamentares que acompanharam a ação serão responsabilizados também, porém a prioridade é punir o comandante da ação. A atitude de alguns vereadores que acompanhava Bernal causou estranheza ao presidente. "São conhecedores das leis, eles deveriam orientar sobre o ato e caso Bernal insistisse em agir, que deixassem fazer isso sozinho", afirmou Cesar.
“Nesta reunião vamos saber de tudo o que houve. Foi uma ação orquestrada, ele (Bernal) pegou a decisão e parece ter acionado um botão, pois entraram nos prédios simultaneamente”, disse o vereador. Ainda sobre os demais parlamentares que participaram da ação, o presidente da Câmara disse que tomará decisões imediatas para responsabilizá-los.
Em relação à segurança na prefeitura, Olarte disse que providências serão tomadas imediatamente. “Iremos reforçar a segurança do Paço e de algumas secretarias. Há necessidade de fazermos isso. Ainda não temos definido o que iremos fazer, mas o gradil em volta da prefeitura é uma opção, câmeras de monitoramento e identificação na entrada podem ser algumas das providências.
O chefe do Executivo disse ainda que Ministério Público, Tribunal de Contas, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Tribunal de Justiça foram acionados e as sanções cabíveis para os responsáveis serão tomadas imediatamente.

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Foto: Malu Cáceres/Capital News
