O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), conseguiu uma liminar nessa quinta-feira (15) para retornar ao cargo de chefe do Executivo municipal. Não ficou no cargo nem 24 horas. Na madrugada desta sexta-feira (16), a Câmara Municipal conseguiu outra liminar para revogar a decisão do juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos Coletivos e Individuais Homogêneos. Com isso, Gilmar Olarte permanece no cargo de prefeito da Capital. Mas, e a população? Como as pessoas vêem a situação política que se instalou no município? O Capital News foi às ruas e o sentimento é um só, o de vergonha diante tantas decisões e nenhuma definição. Um dos entrevistados apontou que o consenso seria o melhor caminho para a cidade.
Morando em Campo Grande há 12 anos, o aposentado nascido no Rio de Janeiro, João Fernandes dos Santos, de 70 anos, morador no bairro Cabreúva, afirmou que falta respeito para com a vontade popular. “É uma falta de respeito com a população. O povo elegeu Bernal, então, ele deveria governar e terminar o mandato”, afirmou João. “Acho muito feio, muito feio mesmo tudo isso que está acontecendo. Já que ele foi eleito, ele deveria terminar”, pontuou o aposentado.
O mototaxista Roberto Rodrigues, 36 anos, lamenta essa disputa de liminar. “Independente que seja Bernal ou Olarte para estar na prefeitura, isso deveria acabar logo”, disse. “E pelo bem de Campo Grande, porque enquanto não se resolve quem será o prefeito, a população é quem fica à mercê”, observou Roberto. Segundo ele, a cidade fica com o sentimento de insegurança.
“É uma vergonha”, disse a auxiliar de limpeza, Mariana Cruz, 21 anos. “Não tenho outra coisa pra dizer a não ser que é uma vergonha o que está acontecendo”, afirmou Mariana. “Alguém tinha que fazer alguma coisa para parar isso”, encerrou.
A comerciante Regina Auxiliadora de Araújo, de 51 anos, nasceu na Capital, e disse que nunca tinha visto essa situação em Campo Grande. “É um descaso isso. Toda essa bagunça é um descaso com a população. A gente não sabe quem está governando a cidade, mas na hora de votar todo mundo diz que pensa na gente, na população, mas agora, quem está pensando na gente? Ninguém. Enquanto eles brigam entre eles, quem sofre é a gente”, afirmou.
Rahe Toledo, 26 anos, operador de telemarketing, afirmou que mora em Campo Grande há dois anos e que, para ele, a cidade vive uma bagunça. “Está tudo bagunçado, e se o Bernal voltar, eu acredito que pode ficar mais bagunçado ainda”, afirmou. Questionado sobre uma sugestão de como resolver esse imbróglio judicial, Rahe afirmou: “Precisa de consenso. Os dois sentarem, conversar, se ajustar e governar com consenso”.
