O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), se reuniu nesse domingo (13) com a diretoria da Associação dos Comerciantes do Mercadão Municipal Antonio Valente, para discutir sobre a reforma do Mercadão. Olarte assumiu o compromisso de retomar o projeto de ampliação das instalações e reordenamento do sistema viário do entorno, que foi elaborado em 2008.
De acordo com a assessoria da prefeitura, o projeto foi abandonado pela gestão anterior, embora haja uma emenda parlamentar de R$ 1,5 milhão, empenhada há dois anos, para garantir a execução das obras. E caso o encaminhamento não se conclua até junho deste ano, Campo Grande poderá perder este recurso viabilizado junto ao Ministério do Turismo.
“Vamos levantar questões técnicas e ver a possibilidade de viabilizar os de cunho jurídicos e culturais para atender o prazo antes de junho”, afirmou o chefe do Executivo Municipal. As mudanças ampliarão o espaço interno do Mercadão, reduzido com a adaptação de comerciantes do antigo mercado Cabeça de Boi, que foi fechado, e hoje abriga a central de informática da Prefeitura.
Como o prédio do mercadão é tombado como patrimônio histórico, além dos trâmites normais para liberação dos recursos (como o projeto executivo), será necessário o aval do Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional (IPHAN) e da sociedade civil.
“Minha recomendação é de que o projeto seja executado de forma a não descaracterizar o prédio. Os técnicos da prefeitura vão trabalhar em sintonia do IPHAN para garantir o êxito desta empreitada”, comentou o prefeito, afirmando que também será feito um debate com os setores organizados da sociedade, da área de engenharia, arquitetura, urbanismo e patrimônio histórico.
