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Política Quinta-feira, 17 de Novembro de 2016, 08:21 - A | A

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Crise

Bernal investirá apenas 6% do que Nelsinho no último ano de governo

Prefeitura aposta em inadimplentes para pagar contas e funcionalismo

Wendell Reis
Capital News

Deurico/Arquivo Capital News

Bernal investirá apenas 6% do que Nelsinho no último ano de governo

Prefeitura aposta em inadimplentes para pagar contas

Os dados divulgados pelo secretário de Planejamento, Finanças e Controle, Disney Fernandes, revelam dificuldades da Prefeitura de Campo Grande no último ano de gestão de Alcides Bernal (PP). A previsão é de uma arrecadação R$ 554 milhões a menos do que o previsto e os investimentos também devem ficar ainda mais baixo do que nos anos anteriores.


Se comparado ao último ano do ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB), Bernal investirá apenas 6%. Em 2012 Nelsinho investiu R$ 489,6 milhões, enquanto a previsão é de que Bernal feche o ano com investimento de apenas R$ 29,7 milhões do Tesouro.


Em 2015 os investimentos foram de R$ 116,2 milhões, o que significa menos da metade do que o investido por Nelsinho no penúltimo ano, R$ 271,6 milhões. Os gastos com pessoal reduziram na gestão de Bernal neste último ano, passando de R$ 1,4 bilhão em 2015 para R$ 1,093 bilhão em 2016. Em 2012, quando saiu da Prefeitura, Nelsinho gastou  R$ 1,276 bilhão com pessoal.


Apesar da crise e arrecadação menor do que o previsto, o secretário acredita que fechará a gestão cumprindo com todos os compromissos, principalmente com o funcionalismo e despesas obrigatórias.


“Temos que procurar alguma receita extra. Uma das alternativas é um programa onde o contribuinte inadimplente pague sua dívida e participe do desconto no ano que vem. Acredito que as pessoas vão fazer o possível para quitar essa dívida”, analisou.

 

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  Campo Grande deve arrecadar 553 milhões a menos do que o previsto em 2016


A arrecadação de Campo Grande tem caído sistematicamente nos últimos anos, somando muito menos do que o previsto no orçamento. Em 2011 a prefeitura arrecadou R$ 86 milhões a menos; 2012, R$ 121 milhões; 2013, R$ 462 milhões; 2014, R$ 380 milhões; 2015, R$ 955 milhões e 2016, R$ 554 milhões.

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