A Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu uma medida protetiva de urgência em favor da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), contra o empresário e pré-candidato Bruno Ortiz Barbosa. Pela decisão, ele está proibido de se aproximar da chefe do Executivo municipal, de seus familiares e de testemunhas, devendo manter distância mínima de 100 metros.
O empresário é conhecido nas redes sociais pela produção de vídeos com críticas à gestão municipal. Em seu perfil, há imagens aéreas feitas por drone da residência da prefeita, além de vídeos e comentários sobre decisões da administração.
Segundo a decisão liminar assinada pelo juiz de Direito Márcio Alexandre Wust, da Comarca de Campo Grande, que atendeu a pedido do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a documentação apresentada demonstra indícios da existência de violência doméstica e familiar contra a prefeita, justificando a adoção das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
Ainda conforme a decisão, Bruno Ortiz, que foi candidato a vereador em 2020 e se apresenta nas redes sociais como pré-candidato a deputado estadual, também está proibido de manter qualquer tipo de contato com Adriane Lopes, seja por telefone, mensagens, e-mail, cartas ou qualquer outro meio de comunicação. A restrição permanecerá em vigor até o encerramento do processo criminal principal.
Além disso, o magistrado determinou que Bruno Ortiz não poderá frequentar a Prefeitura de Campo Grande nem participar de eventos públicos em que Adriane Lopes esteja presente no exercício do cargo de prefeita. O descumprimento das determinações poderá resultar na decretação de prisão preventiva.
Em nota, a Prefeitura de Campo Grande informou que Bruno utiliza as redes sociais para divulgar críticas consideradas infundadas, fake news e potenciais ameaças contra a prefeita.
Também por meio da nota, Adriane Lopes afirmou que nenhuma mulher deve aceitar situações de violência, ameaça ou intimidação.
A reportagem do Capital News tentou contato com Bruno Ortiz Barbosa, mas, até o momento, não houve manifestação pública do empresário sobre a decisão judicial.
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