A Câmara Municipal de Campo Grande manteve, nesta terça-feira (10), o veto da prefeita Adriane Lopes (PP), confirmando o reajuste do IPTU de 2026. A votação ocorreu ao longo da manhã e da tarde, em uma sessão marcada por articulações políticas e discursos cautelosos dos parlamentares.
Durante a sessão, o secretário municipal de Governo, Ulisses Rocha, acompanhou os trabalhos e atuou diretamente na articulação para garantir votos favoráveis à manutenção do veto. O tema dividiu o plenário, especialmente diante das recentes decisões judiciais contrárias ao aumento aplicado pela prefeitura.
Entre os vereadores que defenderam a derrubada do veto, o argumento central foi a necessidade de rever critérios, principalmente da Taxa do Lixo. “Não estamos impedindo a prefeitura de arrecadar. Estamos pedindo para reajustar a Taxa do Lixo para que todos possam pagar”, afirmou Marquinhos Trad (PDT). Já a vereadora Luiza Ribeiro (PT) classificou o reajuste como irregular. “É inconstitucional, ilegal, por isso derrubo o veto”, declarou.
Votaram pela derrubada do veto os vereadores Luiza Ribeiro, Jean Ferreira, André Salineiro, Marquinhos Trad, Maicon Nogueira, Professor Riverton, Ronilço Guerreiro, Herculano Borges, Clodoilson Pires, Ana Portela, Rafael Tavares e Otávio Trad. Por outro lado, a maioria optou por manter o veto, sob o argumento de que o município enfrenta dificuldades financeiras.
Parlamentares como Dr. Victor Rocha e Beto Avelar defenderam a manutenção do veto alegando que a prefeitura não pode abrir mão da arrecadação neste momento. Apesar disso, a administração municipal já acumula três derrotas na Justiça, que determinam que o reajuste do IPTU seja limitado ao índice da inflação do período, fixado em 5,32%.
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