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Eleições 2026

Segundo turno presidencial provoca embate entre deputados na Alems

Parlamentares trocaram argumentos sobre corrupção, direitos trabalhistas, economia e segurança pública, com manifestações favoráveis aos dois candidatos

João Gabriel Vilalba
Capital News

Luciana Nassar e Wagner Guimarães/ALEMS

Pedro Kemp criticou candidatura de Flávio Bolsonaro e Zé Teixeira repreendeu a do atual presidente Lula

Pedro Kemp criticou candidatura de Flávio Bolsonaro e Zé Teixeira repreendeu a do atual presidente Lula

O segundo turno da eleição presidencial, disputado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), provocou divergências entre deputados estaduais durante sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems). Pedro Kemp (PT) e Zé Teixeira (PL) ocuparam a tribuna para defender posições distintas sobre os rumos do país.

As manifestações abordaram temas como corrupção, democracia, direitos trabalhistas, políticas sociais, segurança pública, economia e liberdade religiosa. Coronel David (PL), Gleice Jane (PT), Coronel Ivan (PL) e Renato Câmara (MDB) também participaram do debate.

Kemp critica candidatura de Flávio Bolsonaro

Ao se manifestar sobre o segundo turno, Pedro Kemp (PT) classificou o momento como decisivo para o futuro do país e fez críticas à trajetória política de Flávio Bolsonaro. O deputado mencionou suspeitas e denúncias que, segundo ele, devem ser consideradas pelos eleitores na escolha do próximo presidente da República.

“Eu acho que a nação brasileira está diante de uma decisão importante para a história do país”, afirmou Kemp. O parlamentar relacionou a disputa à continuidade de políticas sociais e à manutenção dos direitos trabalhistas.

“Está em jogo a continuidade do governo que implantou no Brasil política voltada a beneficiar o trabalhador. Estão em jogo os direitos trabalhistas”, declarou.

Kemp também questionou o posicionamento do candidato do PL sobre a jornada de trabalho e as propostas para o país. Para o deputado, a eleição envolve a definição de prioridades para a população, especialmente para os trabalhadores e os beneficiários de programas sociais.

Deputados contestam argumentos de Kemp

Durante a fala de Kemp, Coronel David (PL) contestou os argumentos apresentados pelo petista e afirmou que as críticas ao candidato do PL não seriam suficientes para convencer o eleitorado.

“Costumo dizer que só ganha eleição com voto na urna e tudo caminha para que Flávio seja o próximo presidente”, afirmou David, que também questionou as acusações dirigidas ao candidato.

Gleice Jane (PT), por sua vez, abordou questões relacionadas à intolerância religiosa, à violência e a ataques contra instituições de ensino. A deputada mencionou episódios envolvendo terreiros, casas de reza indígenas e igrejas, além de defender uma reflexão sobre os efeitos da polarização política e ideológica.

“Que momento é esse que estamos vivendo, em que pessoas deixaram de ter direito à sua liberdade religiosa?”, questionou.

Em resposta às manifestações, Kemp reiterou a defesa da democracia e das políticas sociais. O parlamentar também rebateu acusações contra o presidente Lula e questionou os resultados de governos anteriores, citando programas de acesso à educação e de assistência à população.

Zé Teixeira defende Flávio Bolsonaro

Na sequência, Zé Teixeira (PL) contestou as declarações de Kemp e criticou o que considerou acusações generalizadas contra apoiadores do PL. O deputado defendeu o direito de escolha política e religiosa dos eleitores e apresentou críticas à gestão federal, especialmente nas áreas de economia, infraestrutura e segurança pública.

“Como cristão, apoio ele”, declarou Teixeira ao justificar seu posicionamento favorável a Flávio Bolsonaro.

O parlamentar também questionou a interpretação apresentada por Kemp sobre os processos judiciais envolvendo Lula e mencionou denúncias e investigações relacionadas a governos petistas. Ao tratar da economia, criticou a carga tributária, os gastos públicos e a situação dos serviços e das obras de infraestrutura.

Para Teixeira, o país precisa avançar na segurança pública e criar condições para que a população trabalhe e produza. O deputado citou o combate à criminalidade e defendeu medidas mais rigorosas contra organizações criminosas.

“Povo brasileiro não entende que, para trabalhar e produzir, tem que ter paz de espírito”, afirmou.

Durante a manifestação, Coronel Ivan declarou apoio ao posicionamento de Teixeira e elogiou a atuação do parlamentar no debate.

Segurança pública e direitos sociais

Gleice Jane (PT) voltou a participar da discussão durante a fala de Teixeira, contrapondo argumentos sobre segurança pública e conflitos envolvendo povos indígenas. A deputada destacou diferenças nas condições de proteção e responsabilização de indígenas e não indígenas e defendeu que os episódios de violência sejam analisados considerando o contexto em que ocorrem.

A parlamentar também criticou propostas de reforma administrativa e medidas que, em sua avaliação, podem ampliar a privatização e a terceirização de serviços públicos. Segundo ela, essas mudanças podem afetar o Sistema Único de Saúde (SUS) e outras políticas de atendimento à população.

Ao retomar a palavra, Teixeira manteve as críticas ao governo federal e defendeu o fortalecimento da iniciativa privada. O deputado voltou a abordar questões relacionadas à segurança, à situação econômica e à atuação das instituições públicas.

Kemp rebate declarações nas Explicações Pessoais

Nas Explicações Pessoais, Kemp voltou a contestar declarações feitas durante o debate, incluindo a atribuição dos atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023 ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O deputado questionou essa afirmação e criticou a apresentação de informações sem contextualização.

Kemp também citou indicadores econômicos e sociais para defender a atuação do governo Lula, mencionando o mercado de trabalho, a renda da população e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, conforme exposto em sua manifestação.

Renato Câmara pede atenção a problemas práticos

Também nas Explicações Pessoais, Renato Câmara (Republicanos )afirmou que, apesar das divergências ideológicas, o debate político precisa contemplar problemas concretos enfrentados pela população, como as filas na saúde e as condições das estradas.

“Vivemos em um mundo democrático. O Brasil tem muitas coisas que não funcionam. Muitos discursos ideológicos, mas precisamos discutir coisas práticas”, declarou.

Renato Câmara também manifestou apoio a Flávio Bolsonaro e incentivou os eleitores favoráveis ao candidato a expressarem suas posições, ressaltando a importância da participação política e do respeito às diferentes ideias.

O debate evidenciou divergências entre os parlamentares sobre os projetos políticos em disputa no segundo turno presidencial. As manifestações na Alems reuniram avaliações distintas sobre o governo federal, as propostas dos candidatos e os desafios econômicos e sociais do país.

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Presidente: resultado do 1º turno
Resultado final 100% das seções totalizadas · fonte: TSE
Ninguém teve mais da metade dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), os dois mais votados no país, disputam o 2º turno em 25 de outubro.
No Brasil
Candidatos do 2º turno % válidos
Flávio Bolsonaro (PL)
56.104.503 votos · nº 22
 
47,03%
Lula (PT)
53.879.538 votos · nº 13
 
45,16%
Ver os outros 10 candidatos
Escritor Augusto Cury (AVANTE)
3.448.569 votos · nº 70
2,89%
Renan Santos (MISSÃO)
2.675.887 votos · nº 14
2,24%
Ronaldo Caiado (PSD)
2.605.148 votos · nº 55
2,18%
Zema (NOVO)
326.488 votos · nº 30
0,27%
Samara (UP)
122.911 votos · nº 80
0,10%
Hertz Dias (PSTU)
43.103 votos · nº 16
0,04%
Clariana Barao (DC)
40.043 votos · nº 27
0,03%
Edmilson Costa (PCB)
22.693 votos · nº 21
0,02%
Veterinário Wilson Grassi (DEMOCRATA)
16.881 votos · nº 35
0,01%
Rui Costa Pimenta (PCO)
15.024 votos · nº 29
0,01%
Em Mato Grosso do Sul
Candidatos do 2º turno % válidos
Flávio Bolsonaro (PL)
873.351 votos · nº 22
 
58,60%
Lula (PT)
516.855 votos · nº 13
 
34,68%
Ver os outros 10 candidatos
Escritor Augusto Cury (AVANTE)
39.148 votos · nº 70
2,63%
Renan Santos (MISSÃO)
31.847 votos · nº 14
2,14%
Ronaldo Caiado (PSD)
23.291 votos · nº 55
1,56%
Zema (NOVO)
2.792 votos · nº 30
0,19%
Samara (UP)
1.291 votos · nº 80
0,09%
Clariana Barao (DC)
626 votos · nº 27
0,04%
Hertz Dias (PSTU)
353 votos · nº 16
0,02%
Edmilson Costa (PCB)
332 votos · nº 21
0,02%
Veterinário Wilson Grassi (DEMOCRATA)
209 votos · nº 35
0,01%
Rui Costa Pimenta (PCO)
183 votos · nº 29
0,01%
Comparecimento e abstenção no Brasil e em MS (clique para ver)
No Brasil
  Eleitores / votos %
Eleitores aptos 158.745.502 100%
Compareceram 125.275.835 78,92%
Abstenção (não foram votar) 33.469.244 21,08%
Votos válidos 119.300.788 95,23%
Votos em branco 2.300.798 1,84%
Votos nulos 3.674.249 2,93%
Em Mato Grosso do Sul
  Eleitores / votos %
Eleitores aptos 2.024.430 100%
Compareceram 1.541.220 76,13%
Abstenção (não foram votar) 483.210 23,87%
Votos válidos 1.490.278 96,69%
Votos em branco 21.270 1,38%
Votos nulos 29.672 1,93%
Abstenção: percentual sobre os eleitores aptos. Votos válidos, brancos e nulos: percentual sobre o total de votos (comparecimento).
Fonte: TSE. Percentuais dos candidatos sobre os votos válidos (sem brancos e nulos). Os dois candidatos do 2º turno ficam à mostra; os demais abrem ao clicar.

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