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Preço disparou

Tomate dispara e caixa chega a R$ 200 na Ceasa de Campo Grande

Levantamento aponta alta nos preços da alface e da cebola, enquanto cenoura, maçã e melão ficam mais baratos

Viviane Freitas
Capital News

Elza Fiúza/Agência Brasil

Tomate

Tomate

O preço do tomate voltou a subir na Ceasa/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) e chegou a R$ 200 a caixa entre os dias 5 e 10 de outubro. O valor representa aumento de 5% em relação à semana anterior e está R$ 70 acima da média habitual de R$ 130. A alta é provocada principalmente pela redução da oferta em regiões produtoras, conforme levantamento semanal do mercado atacadista.

Outras hortaliças também ficaram mais caras. A caixa de 7 quilos de alface crespa passou de R$ 40 para R$ 45, aumento de 11,2%, enquanto o saco de 20 quilos de cebola nacional subiu de R$ 90 para R$ 100, alta de 10%. As chuvas em regiões produtoras de São Paulo, Minas Gerais e Goiás prejudicaram a qualidade das lavouras, dificultaram a colheita e reduziram a disponibilidade dos produtos.

Na contramão dos aumentos, a cenoura apresentou a maior queda do levantamento. A caixa de 20 quilos passou de R$ 100 para R$ 90, redução de 11,11%. A diminuição está relacionada ao avanço da colheita em Cristalina, Goiás, onde a produção deve atingir o pico até o fim de outubro. A maçã nacional também ficou mais barata, passando de R$ 120 para R$ 110 a caixa de 18 quilos, após a redução do consumo e o aumento dos estoques.

Entre as frutas, o mamão Formosa registrou aumento de 8,33%, com a caixa de 18 quilos passando de R$ 110 para R$ 120. Já o melão espanhol apresentou queda de 6,59%, passando de R$ 80 para R$ 75 a caixa de 13 quilos. A maior oferta de frutas produzidas no Rio Grande do Norte e no Ceará contribuiu para a redução do preço do melão.

Segundo a Ceasa/MS, as variações estão relacionadas às condições climáticas, ao volume de produtos disponíveis e ao ritmo de comercialização. Os preços divulgados são referências para negociações no atacado e podem variar conforme a qualidade e a origem dos alimentos. Os valores não representam necessariamente os preços encontrados pelos consumidores em supermercados e feiras de Campo Grande.

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