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Câmara Campo Grande

Fibromialgia é tema de seminário na Câmara Municipal de Campo Grande

Evento reuniu pacientes e especialistas para discutir visibilidade e políticas públicas

João Gabriel Vilalba
Capital News

A Câmara Municipal de Campo Grande, por meio da Escola do Legislativo, promoveu nesta quarta-feira (27) o 1º Seminário Municipal de Fibromialgia. O evento teve como objetivo debater informações sobre diagnóstico, tratamento, acolhimento e políticas públicas voltadas às pessoas que convivem com a síndrome.

A realização do seminário surgiu após integrantes da Associação dos Fibromiálgicos procurarem o gabinete do vereador Ronilço Guerreiro para relatar dificuldades no acesso ao diagnóstico, ao atendimento especializado e ao reconhecimento de direitos.

De acordo com o proponente do evento, vereador Ronilço Guerreiro, o encontro foi uma oportunidade para ampliar o debate e informar a população sobre os direitos das pessoas com a doença.

“Essa é uma demanda que chegou pelo nosso gabinete de rua. Eu vejo essa situação com muita empatia. Nós precisamos cuidar dessas pessoas. Esse seminário é importante para esclarecer que existem leis, existem tratamentos na rede pública. Ele vem para abrir portas para a conscientização”, afirmou.

O encontro reuniu pacientes, profissionais da saúde, representantes de entidades e gestores públicos, e foi considerado importante para ampliar a visibilidade do tema e discutir formas de cuidado e informação.

A paciente Josineth de Oliveira Pereira, diagnosticada com fibromialgia há 11 anos, destacou a importância de dar visibilidade à doença.

“Precisamos debater e conscientizar as pessoas. A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica, com muitos sintomas, e é invisível. Estar aqui hoje é dar visibilidade a algo que muitas vezes passa despercebido na sociedade”, afirmou.

Para o neurocirurgião César Nicollati, a fibromialgia atinge, em sua maioria, mulheres. “O Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes, e cerca de 5% da população tem fibromialgia. Desses casos, entre 70% e 90% são mulheres. As mulheres já enfrentam uma série de desafios de inclusão social, e a fibromialgia é mais um deles. É muito importante compreender esse impacto”, explicou.

Entre as legislações já aprovadas sobre o tema está a Lei nº 6.702/2021, que assegura atendimento prioritário para pessoas diagnosticadas com fibromialgia em estabelecimentos públicos e privados da Capital, além do direito ao uso de vagas preferenciais. Outra medida é a Lei nº 7.311/2024, que reconhece pessoas com fibromialgia como pessoas com deficiência para todos os fins legais no município.

A fibromialgia é uma condição crônica caracterizada por dor generalizada no corpo, sensibilidade aumentada à dor, fadiga e alterações do sono. A causa exata ainda não é totalmente conhecida.

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