A Câmara Municipal de Campo Grande registrou R$ 96.133.520,42 em despesas com pessoal nos últimos 12 meses, conforme o Relatório de Gestão Fiscal referente ao segundo quadrimestre de 2026.
Conforme os dados publicados no Diário Legislativo desta segunda-feira (28), os valores correspondem ao período de setembro de 2025 a agosto de 2026 e estão relacionados aos servidores ativos. O relatório não registra despesas com aposentadorias, pensões ou pessoal inativo.
A maior parte dos gastos está concentrada em vencimentos, vantagens e outras despesas variáveis, que somaram R$ 79.452.840,37 nos últimos 12 meses. Já as obrigações patronais representaram R$ 16.680.680,05.
Entre os valores mensais, dezembro de 2025 registrou R$ 13.712.657,08 em despesas brutas com pessoal. Em junho de 2026, o Legislativo contabilizou R$ 8.232.289,08, enquanto agosto fechou com R$ 7.589.193,07.
Despesas com pessoal
Ainda de acordo com o relatório, as despesas com pessoal somaram R$ 61.578.667,04 no período anterior informado no demonstrativo.
Em relação à Receita Corrente Líquida (RCL) ajustada utilizada no cálculo dos limites, o percentual da despesa total com pessoal da Câmara chegou a 1,72% no segundo quadrimestre de 2026.
A RCL ajustada utilizada no cálculo alcançou R$ 5,59 bilhões, enquanto a despesa total com pessoal do Legislativo ficou em R$ 96,13 milhões.
O demonstrativo também apresenta os parâmetros previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal. Para o Poder Legislativo, o limite máximo informado no relatório corresponde a R$ 335,74 milhões. O limite prudencial é de R$ 318,96 milhões, enquanto o limite de alerta chega a R$ 302,17 milhões.
Com despesa total de R$ 96,13 milhões, o Legislativo municipal ficou abaixo dos limites apresentados no relatório.
O documento também registra que não houve despesas dedutíveis no período nas categorias relacionadas a indenizações por demissão, decisões judiciais de períodos anteriores, despesas de exercícios anteriores, inativos e pensionistas com recursos vinculados, agentes comunitários de saúde ou outras deduções constitucionais e legais.
Restos a pagar não processados
O relatório aponta ainda R$ 0,03 em restos a pagar não processados ao final do período.
O valor é remanescente de R$ 200,90 inscritos em 31 de dezembro de 2025, referentes a dois empenhos relacionados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a nota explicativa, R$ 200,87 foram cancelados no segundo quadrimestre de 2026, permanecendo R$ 0,03, que foram pagos no período.
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