Após 26 anos de negociações, o Senado aprovou, na noite de ontem (4), por unanimidade, o Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O texto prevê a redução de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela União Europeia.
Relatora da proposta, a senadora Tereza Cristina afirmou que o acordo não é o ideal, mas considera que ele é necessário para ampliar a economia brasileira.
“Estive em Bruxelas em 2019, na conclusão das negociações, e sei que, embora não seja o acordo dos sonhos, foi o possível. Ele abre portas para nossos produtos e novas tecnologias, além de nos dar alternativas em um mundo cada vez mais protecionista. O Brasil seguirá avançando como a potência agroambiental e industrial que somos”, afirmou em suas redes sociais.
O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), disse que o acordo entre Mercosul e União Europeia representa um momento histórico para o Brasil, com a concretização de um texto que levou décadas para ser negociado.
“Esse acordo não é apenas desejável, ele é necessário. É a chave para dinamizar nossa economia, gerar empregos, atrair investimentos, diversificar nossa pauta exportadora e fortalecer micro, pequenas e médias empresas. É a oportunidade de colocar o Brasil na primeira liga da economia internacional. Trata-se da inserção estratégica do Brasil no mundo, da criação de novas cadeias de valor e da projeção da imagem de um país aberto, responsável e inovador”, disse o senador.
• Saiba mais sobre o Acordo Mercosul - União Europeia
O tratado internacional
Conforme o texto, o acordo determina a redução gradual das tarifas comerciais entre os cinco países do Mercosul e os 27 da União Europeia.
A redução será feita ao longo de 18 anos. Além disso, o acordo cria regras comuns para o comércio de produtos industriais e agrícolas e investimentos. São cerca de 718 milhões de pessoas vivendo nos países do Mercosul e da UE, cujo PIB total chega a aproximadamente US$ 22,4 trilhões. (Com informações da Agência Senado)
Acordo provisório de comércio entre Mercosul e UE segue para promulgação
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