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Operação Omertà

TSE barra candidatura de Jerson Domingos após eleição em Mato Grosso do Sul

Decisão unânime acolheu recurso do Ministério Público Eleitoral; defesa aguarda acórdão para avaliar possível recurso

João Gabriel Vilalba
Capital News

Mary Vasques/TCE-MS

Jerson Domingos

Jerson Domingos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu por unanimidade o registro de candidatura de Jerson Domingos (União Brasil), que disputou uma vaga de deputado estadual em Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026. A decisão foi tomada na quinta-feira (8), após os sete ministros acompanharem o relator, Floriano de Azevedo Marques, e acolherem recurso do Ministério Público Eleitoral.

Jerson recebeu 16.884 votos no pleito realizado em 4 de outubro e figurava como segundo suplente da Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo PP. Com o indeferimento do registro, ele deixa a lista de suplentes.

A defesa informou que aguardará a publicação do acórdão, documento que reúne a conclusão e os fundamentos do julgamento, para avaliar a viabilidade e o interesse em apresentar eventual recurso.

O candidato Jamilson Name (PP), que também teve o registro contestado pelo Ministério Público Eleitoral, ainda aguarda julgamento. Até o momento, não havia data definida para a análise do caso.

Operação Omertà

O pedido de impugnação da candidatura de Jerson Domingos está relacionado a investigações da Operação Omertà. Conforme os documentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral, ele foi denunciado por suposta participação em conduta ligada ao impedimento ou embaraço de investigação envolvendo organização criminosa. O processo tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Jerson é apontado como suspeito de praticar o crime de impedimento ou embaraço à investigação de organização criminosa, em forma majorada.

A Procuradoria Eleitoral sustentou que o pedido de impugnação buscava proteger o processo eleitoral contra a influência de organizações criminosas.

• Saiba mais sobre a Operação Omertà

Situação de Jamilson Name

Luciana Nassar/Agência ALEMS

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No caso de Jamilson Name, o procurador regional eleitoral Silvio Pettengill Neto pediu o reconhecimento da inelegibilidade do candidato com base em processos relacionados à Operação Omertà, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Segundo a Procuradoria, Jamilson responde a processos por crimes como organização criminosa, exploração ilegal de jogos de azar e lavagem de dinheiro.

A manifestação do Ministério Público também afirma que, após a prisão do pai, Jamil Name, e do irmão, Jamil Name Filho, Jamilson teria ampliado sua participação no grupo investigado e passado a exercer maior liderança na exploração ilegal do jogo do bicho. As afirmações fazem parte da acusação apresentada pelo órgão.

A Procuradoria cita ainda uma condenação de Jamilson na sexta fase da operação. Segundo o Ministério Público, ele recebeu pena de oito anos de prisão e 26 dias-multa por integrar organização criminosa armada. A sentença é alvo de recurso e, portanto, não é definitiva.

• Saiba mais sobre: Primeiro turno das eleições 2026

Histórico político

Jerson Domingos foi deputado estadual por cinco legislaturas, entre 1995 e 2015, e presidiu a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul de 2007 a 2015.

Em 2015, assumiu a presidência do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS). Durante o governo de André Puccinelli, também ocupou interinamente o cargo de governador em períodos de ausência do então chefe do Executivo estadual.

Nas eleições de 4 de outubro de 2026, Jerson recebeu 16.884 votos, mas não conquistou uma cadeira como titular.

Jamilson Name foi eleito deputado estadual em 2022 e disputou a reeleição em 2026. Ele recebeu 35.211 votos, mas a situação de sua candidatura depende da análise da Justiça Eleitoral.

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