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Judiciário Quinta-feira, 08 de Outubro de 2026, 16:41 - A | A

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Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul

Recurso sobre suposta fraude em contrato do Tribunal de Contas do Estado será julgado pelo Tribunal de Justiça

MP pede bloqueio de até R$ 106,4 milhões e afastamento de dois conselheiros; defesas contestam ação

João Gabriel Vilalba
Capital News

Mary Vasques/TCE-MS

Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS)

Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS)

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) marcou o julgamento de um recurso do Ministério Público que pede a indisponibilidade de bens no valor de até R$ 106,4 milhões e o afastamento dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) Waldir Neves Barbosa e Iran Coelho das Neves.

O pedido está relacionado a supostas irregularidades em um processo licitatório que resultou na contratação da empresa Dataeasy Consultoria e Informática Ltda. Segundo o Ministério Público, a licitação teria sido direcionada para favorecer a empresa.

O recurso questiona decisão da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, que extinguiu a ação sem análise do mérito. Conforme a decisão, o pedido deveria ter sido apresentado no processo principal, e não por meio de uma ação separada.

O Ministério Público recorreu da decisão e busca a retomada da análise dos pedidos de indisponibilidade de bens e afastamento dos agentes públicos. O valor indicado para o bloqueio é de R$ 106.494.585,76.

Defesas contestam ação

As defesas de Iran Coelho das Neves e Waldir Neves Barbosa alegam, preliminarmente, a inépcia da petição inicial, a prescrição e a inadequação da via escolhida para o processo.

No mérito, os advogados sustentam a legalidade dos atos administrativos e das contratações realizadas pelo TCE-MS.

Já as defesas dos réus particulares e das empresas citadas no processo, entre eles Rafael Manella Martinelli, Ronaldo Solon, Ricardo Brockveld, Murilo Alencar, Paulo Morandi, Douglas Avedikian e Willian Yoshimoto, argumentam, entre outros pontos, a ausência de vínculo com a licitação ou com a execução dos serviços.

O caso tem origem em investigações sobre o contrato firmado entre o TCE-MS e a Dataeasy. Em ação relacionada, o Ministério Público Federal já apontou supostas irregularidades no processo licitatório e na execução contratual, enquanto os acusados e suas defesas contestam as acusações.

O julgamento do recurso pelo TJMS poderá definir o prosseguimento dos pedidos apresentados pelo Ministério Público na esfera de improbidade administrativa.

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