TSE e Antonio Cruz/Agência Brasil

Candidatos não eleitos à Presidência Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD)
Com o fim do primeiro turno das eleições para a Presidência da República, realizado no domingo (4), os candidatos tiveram as despesas de campanha divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dados ainda são parciais e podem sofrer alterações até a entrega das prestações de contas finais.
Entre os seis candidatos mais bem colocados no primeiro turno, Romeu Zema (Novo) registrou o maior custo por voto. O ex-governador de Minas Gerais declarou R$ 5,31 milhões em despesas e recebeu 326.488 votos, o que corresponde a aproximadamente R$ 16,26 por voto.
Em seguida aparece Ronaldo Caiado (PSD), que recebeu 2.605.148 votos e declarou R$ 22,01 milhões em despesas. A relação corresponde a cerca de R$ 8,45 por voto.
Já os dois candidatos que avançaram para o segundo turno apresentaram valores próximos. Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 66,63 milhões em despesas e recebeu 56.104.503 votos, resultando em aproximadamente R$ 1,19 por voto. Lula (PT) declarou R$ 65,64 milhões e teve 53.879.538 votos, com custo de aproximadamente R$ 1,22 por voto.
Os valores representam um retrato das despesas declaradas ao TSE até o momento. As campanhas ainda podem apresentar novas informações antes do encerramento da prestação de contas.
Menor custo por voto
Entre os candidatos à Presidência, Renan Santos (Missão) declarou R$ 1,28 milhão em despesas e recebeu 2.675.887 votos, resultando em R$ 0,48 por voto.
Augusto Cury (Avante) teve um custo ainda menor. A campanha declarou R$ 545,5 mil em despesas e recebeu 3.448.569 votos, o que representa aproximadamente R$ 0,16 por voto.
Na sequência aparecem Edmilson Costa (PCB), com R$ 1,18 por voto; Flávio Bolsonaro, com R$ 1,19; Lula, com R$ 1,22; e Samara (UP), com R$ 5,30.
Os valores, entretanto, ainda podem ser alterados com a atualização das prestações de contas. Por isso, o custo por voto deve ser considerado apenas como uma relação entre as despesas declaradas e a votação obtida, e não como uma medida definitiva sobre o desempenho das campanhas.
Campanhas menos votadas
Entre as candidaturas que receberam menos votos, o custo por voto foi maior em alguns casos justamente pela menor quantidade de eleitores para dividir as despesas declaradas.
Wilson Grassi (Democrata) registrou o maior custo por voto entre os 12 candidatos que disputaram a Presidência. Ele declarou R$ 1.075.399,66 em despesas e recebeu 16.881 votos, o que corresponde a R$ 63,70 por voto.
Clariana Barão (DC) teve custo de R$ 24,94 por voto, enquanto Hertz Dias (PSTU) registrou R$ 24,41. Samara (UP) ficou em R$ 5,30 e Edmilson Costa (PCB), em R$ 1,18.
Na outra ponta, Rui Costa Pimenta (PCO) declarou apenas R$ 250,49 em despesas e recebeu 15.024 votos, resultando em aproximadamente R$ 0,02 por voto.
Prestação de contas ainda é parcial
Os números divulgados pelo TSE ainda não representam os valores definitivos das campanhas. As candidaturas e os partidos continuam obrigados a informar receitas e despesas à Justiça Eleitoral dentro dos prazos estabelecidos.
Para os candidatos que não disputaram o segundo turno, o prazo final para apresentar as contas do primeiro turno termina em 3 de novembro. Já os candidatos que disputam o segundo turno devem apresentar, até 14 de novembro, a prestação de contas referente aos dois turnos.
Por isso, novas receitas e despesas declaradas podem alterar os valores de custo por voto apresentados atualmente.
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Prestação de contas
Todos os candidatos devem prestar contas à Justiça Eleitoral sobre os gastos realizados durante a campanha, além de informar fornecedores e doadores. Essas informações são públicas e podem ser consultadas no DivulgaCandContas.
O eleitor pode consultar as despesas declaradas por cada candidato na plataforma do DivulgaCandContas, que reúne informações sobre receitas e gastos das campanhas eleitorais.
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