O caso da jornalista Vanessa Ricarte, assassinada pelo ex-companheiro em fevereiro de 2025, em Campo Grande, deu origem a uma política nacional de combate à violência doméstica. O Ministério Público do Trabalho lançou nesta quinta-feira (20) a Política Nacional Vanessa Ricarte, que será adotada pelas unidades do órgão em todo o país.
Vanessa era chefe da Assessoria de Comunicação do MPT em Mato Grosso do Sul. Ela foi morta horas depois de procurar ajuda e denunciar o então companheiro por violência doméstica. A situação levantou questionamentos sobre o atendimento oferecido às mulheres em situação de risco e sobre o funcionamento da rede de proteção.
A nova política reúne ações de acolhimento, capacitação, prevenção e incentivo à autonomia financeira das vítimas. A proposta também busca preparar servidores para reconhecer situações de violência e oferecer suporte adequado às mulheres dentro do ambiente de trabalho.
Entre as medidas está o estímulo à reserva de vagas em contratos de prestação de serviços para mulheres que enfrentam violência doméstica. O MPT também pretende incentivar empresas e órgãos públicos a adotarem mecanismos de proteção para trabalhadoras nessa situação.
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O lançamento ocorreu na sede do MPT em Mato Grosso do Sul e reuniu autoridades, representantes de instituições públicas, integrantes da rede de proteção e familiares de Vanessa. Na ocasião, o MPT e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul assinaram um acordo para desenvolver ações conjuntas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.
A morte de Vanessa ocorreu em 12 de fevereiro de 2025 e ganhou repercussão pelos pedidos de ajuda feitos por ela antes do crime. Agora, o nome da jornalista passa a representar uma política nacional voltada à prevenção da violência doméstica, ao acolhimento das vítimas e à proteção das mulheres também no ambiente profissional.
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