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Ministério Público de Mato Grosso do Sul

MPMS recomenda protocolo para proteger presos vulneráveis no sistema prisional de Mato Grosso do Sul

Ministério Público quer que Agepen adote fluxo padronizado para identificação, acompanhamento e proteção de detentos em situação de risco nas unidades prisionais do Estado

Elaine Oliveira
Capital News

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou à Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen-MS) a criação de um fluxo institucional padronizado voltado à proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade no sistema prisional. A medida foi expedida na quarta-feira (10) e busca reforçar a segurança e a integridade física de detentos expostos a riscos de violência e violações de direitos.

A recomendação foi elaborada pelo Grupo de Atuação Especial da Execução Penal (GAEP) e integra um procedimento administrativo que tramita sob sigilo.

Segundo o documento, são considerados vulneráveis os custodiados que necessitam de proteção diferenciada em razão de condições pessoais, sociais, identitárias, físicas ou psicológicas. Entre os grupos citados estão pessoas LGBTQIAPN+, presos ameaçados, idosos, detentos com transtornos mentais e aqueles expostos a riscos decorrentes de conflitos entre facções criminosas.

A proposta estabelece três etapas para a implementação do protocolo. A primeira prevê a identificação dos casos já no ingresso do preso no sistema, por meio de avaliação multidisciplinar capaz de apontar o nível de risco, o regime adequado e a unidade ou ala mais apropriada para a custódia.

A segunda fase consiste no acompanhamento permanente dos detentos considerados vulneráveis, com monitoramento contínuo para prevenir situações de violência e avaliar possíveis mudanças nas condições de risco.

Por fim, o MPMS recomenda a adoção de protocolos específicos de preservação da integridade física dos custodiados, medida que também visa garantir a segurança dos servidores penitenciários e contribuir para a manutenção da ordem dentro das unidades prisionais.

A iniciativa busca fortalecer a proteção de grupos mais suscetíveis à violência no ambiente carcerário e assegurar o cumprimento dos direitos fundamentais da população privada de liberdade em Mato Grosso do Sul.

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