A volta da chuva ao Pantanal de Mato Grosso do Sul trouxe um alívio temporário para a região, que nos últimos anos enfrentou longos períodos de estiagem e incêndios florestais severos. Os volumes registrados nesta sexta-feira (12) ajudam a aumentar a umidade do solo e da vegetação, reduzindo o risco imediato de queimadas justamente no início da estação seca.
Entre os maiores acumulados registrados estão 21 milímetros na Fazenda Morro Alegre, em Corguinho, 20 milímetros na Serra do Amolar, em Corumbá, e 17 milímetros na Fazenda Barranco Alto, em Aquidauana. Em Porto Murtinho, foram registrados 11,2 milímetros apenas nesta sexta-feira, elevando para mais de 17 milímetros o volume acumulado nos últimos dias. Também choveu em Jardim, Miranda e outras áreas do Pantanal.
Em Campo Grande, os maiores volumes ocorreram na região sul da cidade. Bairros como Anhanduizinho, Moreninhas, Aero Rancho e áreas próximas à saída para São Paulo registraram cerca de 52 milímetros de chuva. Outros pontos da Capital tiveram acumulados expressivos, como o Bairro Universitário, Carandá Bosque e Jardim Panamá.
As instabilidades devem continuar durante o fim de semana. A previsão indica sol entre nuvens, mas com possibilidade de pancadas de chuva e tempestades isoladas em diversas regiões do Estado. Há risco de raios, rajadas de vento e queda pontual de granizo, principalmente entre sábado e domingo. Em algumas localidades, os acumulados podem ultrapassar 40 milímetros em 24 horas.
Segundo os meteorologistas, a formação de um ciclone extratropical na Região Sul, associada ao transporte de calor e umidade, favorece a formação das áreas de chuva sobre Mato Grosso do Sul. Nas cidades da borda do Pantanal, como Corumbá, Porto Murtinho, Aquidauana e Jardim, a previsão mantém condições de instabilidade ao longo dos próximos dias.
O cenário contrasta com o vivido em junho de 2024, quando o Pantanal enfrentava uma seca histórica. Naquele período, o número de focos de incêndio cresceu mais de 1.000% em relação ao ano anterior, enquanto mais de 332 mil hectares já haviam sido consumidos pelo fogo. Embora as chuvas atuais não sejam suficientes para reverter os impactos acumulados da estiagem, elas representam um reforço importante na prevenção de novos incêndios florestais no bioma.
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