A Justiça Federal proibiu a Associação Dakila Pesquisas, ligada ao empresário Urandir Fernandes, de realizar buscas pela suposta cidade perdida de Ratanabá dentro de uma terra indígena em Mato Grosso. A decisão atende a um pedido do Ministério Público Federal.
A ação cita atividades realizadas desde 2022 na Terra Indígena Kayabi, em Apiacás (MT). Segundo o MPF, o grupo teria feito sobrevoos e incursões para procurar vestígios da cidade sem autorização da Funai ou do Iphan e sem consulta às comunidades indígenas.
A decisão impede sobrevoos, pousos, pesquisas, monitoramentos e outras formas de exploração na área. Também foram proibidos o uso de drones, sensores e equipamentos de varredura, além da divulgação de imagens, vídeos e dados obtidos durante as incursões.
O juiz federal Marcel Queiroz Linhares, da 2ª Vara Federal de Sinop, determinou multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. A legislação estabelece regras específicas para atividades de exploração em terras indígenas, incluindo autorização do Congresso e consulta aos povos afetados.
A Dakila informou que não comentará a decisão neste momento porque ainda não foi intimada oficialmente no processo. A entidade afirmou, porém, que respeita as terras indígenas e as manifestações das instituições envolvidas.
Ratanabá é descrita pela Dakila como uma suposta cidade antiga e avançada escondida na Amazônia, ligada a uma rede de túneis subterrâneos. A teoria não tem comprovação científica. Urandir também ficou conhecido por relatos sobre o suposto ET Bilu e por defender ideias controversas sobre o formato da Terra.
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