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Caso Lívia

MPMS pede ao TJMS nova internação de cinco adolescentes no caso Lívia

Ministério Público tenta reverter decisão que colocou investigados em liberdade e aponta gravidade dos fatos e proximidade da sentença

Viviane Freitas
Capital News

Divulgação

MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recorreu ao Tribunal de Justiça (TJMS) para tentar restabelecer a internação de cinco adolescentes investigados no caso da morte de Lívia Cioca Ferreira, de 13 anos, ocorrida em julho, em Naviraí. Os menores estavam apreendidos por determinação judicial, mas foram colocados em liberdade após decisão que encerrou a medida provisória.

No recurso, o MPMS sustenta que a gravidade das condutas investigadas, a complexidade do caso e a fase avançada do processo justificam a permanência dos adolescentes internados até a conclusão da ação socioeducativa. A investigação apura a existência de grupos organizados em plataformas digitais nos quais haveria divisão de tarefas e hierarquia entre integrantes, além de práticas de intimidação, violência psicológica e incentivo a comportamentos de risco contra jovens em situação de vulnerabilidade.

Os cinco adolescentes foram identificados durante a primeira etapa da Operação Lívia como suspeitos de integrar ou administrar comunidades virtuais investigadas pelas autoridades. Conforme a apuração policial, esses ambientes eram utilizados para atrair crianças e adolescentes, obter informações pessoais e exercer pressão psicológica sobre as vítimas. A adolescente de Naviraí teria sido ameaçada e submetida a sucessivos constrangimentos antes de sua morte.

As investigações apontaram um adolescente de 14 anos como possível liderança do grupo e identificaram outros envolvidos, incluindo menores de diferentes estados e pelo menos um adulto. O avanço da análise de celulares, computadores e contas utilizadas nas plataformas levou a novas diligências em setembro, quando uma segunda fase da operação alcançou outros adolescentes suspeitos de participação nas comunidades virtuais.

Agora, caberá ao TJMS analisar o pedido apresentado pelo Ministério Público e decidir se os cinco investigados deverão retornar à internação enquanto o processo segue em andamento. A Operação Lívia continua com a análise dos materiais apreendidos e a identificação das responsabilidades individuais, enquanto as autoridades apuram a dimensão da rede virtual e a possível existência de outras vítimas.

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