A Justiça negou o pedido de prisão domiciliar da médica veterinária presa por atear fogo no marido, um servidor público federal de 41 anos, durante um ataque ocorrido na última segunda-feira (22), em uma residência no bairro Santa Luzia, em Campo Grande. Com a decisão da 1ª Vara do Tribunal do Júri, a investigada continuará presa preventivamente.
Na decisão, o magistrado destacou: “Em face do exposto, indefiro o pedido de substituição da prisão preventiva por domiciliar ou outras cautelares formulado”.
O crime foi precedido por uma discussão entre o casal e aconteceu na presença dos filhos, de 9 e 22 anos. A vítima sofreu queimaduras em cerca de 30% do corpo, foi socorrida e permanece internada, intubada, no Hospital Proncor.
A médica veterinária foi presa em flagrante e passou por audiência de custódia na terça-feira (23), quando a prisão foi mantida.
Em depoimento à polícia, ela afirmou que queria que o marido confessasse uma suposta traição. Segundo relatou, os dois haviam discutido anteriormente e, após ela cochilar, o companheiro teria tentado retomar a conversa na manhã do crime.
O caso segue sob investigação pelas autoridades, que apuram todas as circunstâncias da tentativa de homicídio.
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