O idoso de 63 anos preso em flagrante pela morte de um filhote de pit bull em Dourados deixou a prisão após ter a liberdade provisória concedida durante audiência de custódia realizada na quinta-feira (18). O caso aconteceu na noite de quarta-feira (17), no Jardim Carisma, e causou revolta entre moradores da região.
Conforme o processo, o suspeito deverá cumprir medidas cautelares, entre elas manter o endereço atualizado e comparecer a todos os atos processuais quando convocado pela Justiça.
Em depoimento à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), o idoso afirmou ser proprietário do imóvel onde ocorreu o caso e relatou que alugou parte da residência para dois rapazes há cerca de quatro meses. Segundo ele, os inquilinos estariam com pagamentos de aluguel em atraso.
O homem declarou ainda que trabalhou durante todo o dia e, no fim da tarde, consumiu um “litrão”, mas negou estar embriagado. Ele também afirmou que estava dormindo quando foi acordado pela polícia e surpreendido com a acusação de ter matado o animal.
Durante o interrogatório, o idoso negou qualquer envolvimento na morte do filhote de pit bull e alegou que sequer viu o cão no imóvel. Segundo sua versão, nunca teve desentendimentos com o inquilino e desconhece o motivo das acusações.
Já o tutor do animal apresentou uma versão diferente aos policiais. Ele relatou que mora em uma edícula localizada no mesmo terreno e que, após ganhar o filhote de pit bull, conversou previamente com o proprietário sobre a permanência do cão no local. De acordo com o rapaz, o idoso teria concordado com a presença do animal.
O tutor contou que, ao retornar para casa na noite de quarta-feira, encontrou o filhote já sem vida. Segundo ele, o suspeito estava com o animal em uma das mãos e uma faca na outra. Abalado, o rapaz chorou ao perceber a situação e acionou a Polícia Militar.
Conforme o boletim de ocorrência, o tutor ouviu os gemidos do cachorro ao chegar à residência e utilizou a lanterna do celular para verificar o que estava acontecendo. Nesse momento, teria flagrado o idoso segurando o animal ferido.
Ainda segundo o relato registrado pela polícia, o suspeito teria arremessado o filhote aos pés do tutor e dito: “Está aí seu animal, agora pega essa faca e me mata”.
Com a chegada da equipe policial, o idoso foi chamado para sair da residência. Ao ser questionado, negou a autoria do crime e se recusou a informar onde estaria a faca supostamente utilizada. Durante buscas no imóvel, os policiais localizaram uma faca que foi reconhecida pelo tutor como a mesma que estava nas mãos do suspeito no momento da morte do animal.
O caso segue sob investigação e o idoso responderá ao processo em liberdade, enquanto a Polícia Civil apura todas as circunstâncias do crime.
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