Uma discussão entre um casal antecedeu a tentativa de homicídio contra um servidor público federal de 41 anos, que sofreu queimaduras graves após ter o corpo incendiado pela esposa, uma médica veterinária, no bairro Santa Luzia, em Campo Grande. O caso aconteceu na segunda-feira (22) e foi presenciado pelos dois filhos do casal, de 9 e 22 anos.
A médica veterinária permanece presa e passou por audiência de custódia nesta terça-feira (23). Já a vítima segue internada em estado grave no Hospital Proncor, onde está intubada após sofrer queimaduras em aproximadamente 30% do corpo.
Em depoimento à polícia, a filha mais velha relatou que o álcool utilizado no crime foi escondido por ela após o ocorrido.
Segundo a jovem, o pai mora em Brasília e visita a família em Campo Grande a cada 15 dias, permanecendo na cidade por cerca de três dias. Ela contou ainda que o relacionamento dos pais era marcado por constantes discussões, que teriam se intensificado após a mudança do servidor para a capital federal.
A filha relatou que a mãe chegou a tentar se mudar para Brasília com os filhos, mas decidiu retornar a Mato Grosso do Sul após não se adaptar à residência alugada pelo marido. Conforme o depoimento, o agravamento de um quadro depressivo também teria influenciado a decisão.
O servidor chegou a Campo Grande na última sexta-feira (19). Ainda naquela tarde, o casal discutiu depois que a médica veterinária acessou o celular do marido e teria ficado desconfiada de algumas informações encontradas no aparelho.
Já durante a madrugada de segunda-feira (22), uma nova discussão ocorreu. Por volta das 6 horas da manhã, a filha percebeu que os pais voltaram a discutir e que o desentendimento estava ficando mais intenso.
Pouco depois, ela ouviu o pai correndo e gritando: “não, não, não, para, para, para”. Ao sair do quarto e ir até a varanda da residência, encontrou o servidor rolando sobre a grama enquanto era consumido pelas chamas.
Na tentativa de socorrê-lo, a jovem ligou uma mangueira e jogou água sobre o pai para apagar o fogo. Conforme relatado à polícia, apenas a camiseta da vítima permanecia em chamas ao lado dele.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias e a motivação da tentativa de homicídio.
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