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Economia Quarta-feira, 05 de Novembro de 2008, 13:58 - A | A

Quarta-feira, 05 de Novembro de 2008, 13h:58 - A | A

Vendas de veículos caem 13,81% no mês de outubro

Da Redação (JG)

Despertados pela crise financeira global, o aperto ao crédito e a insegurança do consumidor foram os fatores que puxaram o mercado de veículos novos no Brasil para baixo. De acordo com balanço da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), divulgado nesta quarta-feira (5), as vendas de veículos recuaram 13,81% em outubro, na comparação com o comportamento do mercado em setembro. Foram 398.507 unidades vendidas no mês, contra 462.356 no período anterior.

Na comparação com outubro de 2007, quando 422.588 veículos foram emplacados, o recuo foi de 5,7%. Levando-se em conta apenas os automóveis e os comerciais leves, a retração foi de 3,36% - de 232.550 para 224.744 unidades. Na comparação com setembro deste ano, a queda chega a 11,58%.

De acordo com o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, depois de tudo que foi dito sobre a crise, as previsões de perda foram muito mais fortes do que realmente aconteceu. "O barulho da explosão foi muito maior que o resultado dela", afirmou.

Embora as montadoras já esperassem pela diminuição do ritmo de vendas no segundo semestre, o efeito psicológico da crise ampliou a queda das vendas em comparação com os outros meses do ano. Mesmo assim, no acumulado de janeiro a outubro, os emplacamentos de veículos somaram 4.191.072 unidades, expansão de 22,17% sobre igual período de 2007. Esse emplacamento divulgado pela Fenabrave, inclui automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários.

A entidade já havia estimado para este ano um crescimento menor em relação ao ano passado, devido ao natural acomodamento do mercado. Para o fechamento de 2008, as expansão das vendas no mercado interno ficará entre 18% e 19%, segundo a Fenabrave. E a expectativa para 2009 é de crescimento de 9%, o que ainda é considerado elevado para o setor.

Quadro pode inverter em novembro

Apesar da má notícia, as montadoras apostam na recuperação das vendas em novembro e dezembro, estimuladas pelo aumento da disponibilidade de crédito, em função das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o governo pode socorrer as financeiras ligadas à indústria automobilística federal, e pelo décimo terceiro salário.

"Novembro e dezembro não serão piores que outubro, esperamos a estabilidade das vendas", disse Reze. "Os clientes continuam chegando aos concessionários, mas agora a diferença é que não encontram tantas facilidades de crédito."

Por esse motivo, o reprensentante dos concessionários considera tão importante a finalização de ajuda do governo. "Temos solicitado o governo para, por meio dos bancos de montadoras, levar crédito na ponta do varejo." A indústria de veículos movimenta cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. (G1)

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