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Agronegócio Sexta-feira, 11 de Julho de 2025, 11:44 - A | A

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Opção produtiva

Santa Gertrudis estreia na Acricorte com foco em cruzamento industrial

Raça mostra desempenho superior e mira expansão no Centro-Oeste e Norte do país

Elaine Oliveira
Capital News

Divulgação

Santa Gertrudis estreia na Acricorte com foco em cruzamento industrial

Santa Gertrudis estreia na Acricorte com foco em cruzamento industrial

Pela primeira vez presente na Acricorte, realizada nos dias 10 e 11 de julho em Cuiabá (MT), a raça bovina Santa Gertrudis aposta no cruzamento industrial como diferencial para conquistar produtores do Centro-Oeste e Norte do Brasil. A estratégia é apresentar uma opção produtiva, adaptada ao calor e capaz de entregar melhores índices de desempenho e eficiência econômica na pecuária de corte.

Dados recentes da Fazenda União do Brasil comprovam o potencial. Em abate com cerca de 500 animais aos 21 meses, o cruzamento meio-sangue Santa Gertrudis × Nelore apresentou ganho médio diário de 1,592 kg — superior ao dos zebuínos (1,349 kg). O peso de abate também foi maior: 541 kg contra 522 kg. Além disso, o custo por arroba produzida foi menor, com R$ 192,18 frente a R$ 213,33 no gado zebuíno.

“Esses números comprovam que o Santa agrega desempenho e reduz custos no sistema”, destaca Anderson Fernandes, presidente do Conselho Técnico da raça.

A expansão da raça acontece em um cenário de intensificação da pecuária em Mato Grosso, estado que lidera o rebanho bovino nacional com mais de 33 milhões de cabeças e prevê aumento de 7,5% na produção de carne bovina até 2034, segundo o IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). Mais de 70% dos pecuaristas locais já declararam intenção de confinar em 2025.

“O Santa Gertrudis está acompanhando o caminho do boi, que sobe o mapa do Brasil. Já temos sêmen sendo usado amplamente em cruzamentos industriais nessas regiões. A Acricorte é uma grande vitrine para mostrar ao produtor que o Santa entrega produtividade, cobertura de carcaça e qualidade”, afirma Artur Afonso, diretor de marketing da Associação Brasileira de Santa Gertrudis.

A entidade vê as regiões Centro-Oeste e Norte como estratégicas para a consolidação da raça em sistemas de cruzamento com matrizes zebuínas ou F1 Angus, predominantes na região.

“Estamos vivendo um momento de intensificação da pecuária, em que eficiência e adaptabilidade são palavras-chave. O Santa Gertrudis tem entregado isso em diferentes regiões do país e agora queremos mostrar que ele pode contribuir com força para o rebanho do Centro-Oeste”, conclui Antonio Roberto, presidente da Associação.

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